Peshat
Análise literal e halachica
A Toráh menciona Rosh Hashanáh em duas passagens principais e os profetas iluminam seu sentido em outras tantas.
Em Vayikra 23:23-25: bachodesh hash'vi'i be'echad lachodesh yihyé lachem Shabaton, zichron teruáh mikra kodesh. No sétimo mês, no primeiro do mês, sereis em descanso solene, lembrança do toque do shofar, convocação santa. A Toráh chama Tishrei de chodesh hash'vi'i, sétimo mês, contado a partir de Nissan (mês da libertação). Mas a tradição rabínica reconhece Tishrei como rosh hashanáh, cabeça do ano, no sentido de início do ciclo civil e do julgamento.
Em Bamidbar 29:1-6: uvachodesh hash'vi'i be'echad lachodesh mikra kodesh yihyé lachem, kol melechet avodá lo taasu, yom teruáh yihyé lachem. No sétimo mês, no primeiro do mês, convocação santa será para vós, nenhum trabalho de servidão fareis, dia de toque do shofar será para vós. Aqui aparece explicitamente Yom Teruáh, com a oferenda específica do dia.
O profeta Yoel (2:15) ecoa o mandamento em chamado público: tiku shofar beTzion, kadshu tzom, kireu atzaráh. Tocai o shofar em Tzion, santificai jejum, convocai assembleia.
E Tehilim 81:4-5 oferece a chave litúrgica do dia: tiku vachodesh shofar, bakeseh leyom chageinu, ki chok leYisrael hu, mishpat lEloheei Yaakov. Tocai o shofar no início do mês, na lua coberta, para o dia da nossa festa; porque estatuto é para Israel, julgamento para o Elohim de Yaakov.
Por fim, Yirmiyahu 4:19 e Tsefaniá 1:14-16 descrevem o som do shofar como aviso profético: a alma é chamada a despertar antes que o Dia do Julgamento chegue em sua plenitude. Para Israel, este Dia chega antecipadamente, todo 1 de Tishrei, como ensaio de redenção pessoal e coletiva.
Fonte: Vayikra 23:23-25; Bamidbar 29:1-6; Tehilim 81:1-5; Yoel 2:15-17; Yirmiyahu 4:19; Tsefaniá 1:14-16; Talmud Bavli, Rosh Hashanáh 16a.
