Peshat
Análise literal e halachica
A Toráh menciona Shabat mais de cem vezes, mais que qualquer outro Moed. Três passagens centrais sustentam a observância.
Na Criação (Bereshit 2:1-3), HaShem cessa no sétimo dia, abençoa e santifica. Shabat pertence à ordem do cosmos, anterior a qualquer revelação posterior.
No Decálogo de Shemot 20:8, ouvimos zachor, lembra. Mitzvá positiva: santificar com Kidush, alegrar-se com refeição festiva, vestir-se com honra. No Decálogo de Devarim 5:12, ouvimos shamor, guarda. Mitzvá negativa: cessar das trinta e nove categorias de melachá. Chazal ensinam que ambas as palavras foram pronunciadas em uma única fala divina (Talmud Bavli, Shevuot 20b). Por isto acendemos duas velas, uma para Zachor e outra para Shamor.
Em Shemot 31:13-17, Shabat é declarado brit olam, aliança eterna, e ot beini uveinechem, sinal entre Mim e vós. Não é simples observância, é o emblema constitutivo do povo eleito.
E o profeta Yesha'yahu (58:13) revela a chave do Shabat profundo: vekarata laShabat oneg, chamarás ao Shabat deleite. Guardar com tristeza é guardar pela metade. Oneg Shabat é a marca do cumprimento autêntico.
Fonte: Bereshit 2:1-3; Shemot 20:8-11, 31:13-17; Devarim 5:12-15; Yesha'yahu 58:13-14; Talmud Bavli, Shevuot 20b.
