Peshat
Análise literal e halachica
A Toráh menciona Shavuot em quatro passagens centrais, cada uma acrescentando uma camada.
Em Vayikra 23:15-21, encontramos a contagem dos cinquenta dias e a oferenda das duas chalot de trigo: usfartem lachem mimochorat haShabat... ad mimochorat haShabat hash'vi'it tisperu chamishim yom. Contareis para vós, a partir do dia seguinte ao Shabat... até o dia seguinte ao sétimo Shabat, contareis cinquenta dias. O sétimo Shabat aqui é metafórico, refere-se ao sétimo ciclo da contagem do Omer.
Em Devarim 16:9-12, Moshé conecta a festa à libertação do Mitzraim: vezacharta ki eved hayita beMitzraim. E recordarás que servo foste no Mitzraim. Shavuot, portanto, não é apenas memória da entrega da Toráh, é memória da libertação que tornou possível receber a Toráh como povo livre.
Em Shemot 19-20 está o relato direto do Sinai. Israel acampa diante do monte. HaShem propõe a aliança: vihyitem li seguláh mikol haamim... veatem tihyu li mamlechet kohanim vegoi kadosh. E sereis para Mim tesouro especial entre todos os povos... e vós sereis para Mim reino de Kohanim e nação santa. O povo responde, em uníssono: kol asher diber HaShem naaseh. Tudo o que HaShem falou, faremos. Em seguida vêm os Asseret haDibrot, os Dez Princípios.
Em Shemot 23:16 e 34:22, a festa aparece como Chag haKatzir (Festa da Colheita) e Chag haShavuot (Festa das Semanas), confirmando suas dimensões agrícola e calendárica.
E os profetas iluminam o destino último da Toráh. Yirmiyahu 31:33 anuncia: natati et Torati bekirbam ve'al libam echtavena. Porei Minha Toráh no íntimo deles e sobre seus corações a escreverei. A Brit Im Mashiach lê este versículo como a promessa cuja semente foi plantada no Sinai e cuja plenitude se desdobra através do Mashiach.
Fonte: Vayikra 23:15-21; Devarim 16:9-12; Shemot 19-20, 23:16, 34:22; Yirmiyahu 31:31-34; Talmud Bavli, Shabat 88a.
