A primeira Aliyáh da Parashat Behaalotecha abre com a instrução do acendimento da Menorah do Mishkan: Aharon é encarregado de fazer subir as sete lâmpadas, todas voltadas para o centro do candelabro. O verbo que dá nome à parashá inteira, be-haalotecha, quando fizeres subir, carrega ensinamento fundamental sobre o ato sacerdotal de iluminação: não é simplesmente acender; é fazer subir a chama até que ela suba por si mesma de modo estável e contínuo.
Esta Aliyáh é teologia da iluminação centrípeta e da consagração formal dos Leviim. A primeira parte (versículos 1-4) institui o serviço diário da Menorah por Aharon: as sete lâmpadas devem ser voltadas para a lâmpada central, e a Menorah inteira é descrita como peça única de ouro batido, mikshah zahav, sem composição de partes separadas. A segunda parte (versículos 5-14) institui o protocolo completo da consagração dos Leviim para o serviço: purificação pela água, raspagem do corpo, lavagem das vestes, e a operação ritual da tenufah, a apresentação dos Leviim como oferta elevada diante de HaShem, substituindo formalmente os primogênitos de Israel.
A Aliyáh integra dois temas que parecem distintos mas estão profundamente conectados: a iluminação física da Menorah e a consagração dos servidores que sustentarão essa iluminação dia após dia. A teologia central é que nenhuma luz sagrada se sustenta sem servidores consagrados, e nenhuma consagração de servidores tem significado pleno sem a luz sagrada que eles preservam.