Toráh — leitura cabalística
בראשית
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Abraão tomou outra mulher, cujo nome era Quetura.
E ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.
Jocsã gerou a Sebá e Dedã; e os filhos de Dedã foram os assuritas, os letuseus e os leumeus.
Os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda; todos estes foram filhos de Quetura.
Abraão deu tudo quanto tinha a Isaque.
Porém aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes e, vivendo ele ainda, os despediu do seu filho Isaque, ao oriente, para a terra do oriente.
Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos.
E Abraão expirou, e morreu em boa velhice, velho e farto de dias, e foi congregado ao seu povo.
E sepultaram-no Isaque e Ismael, seus filhos, na caverna de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, heteu, que está em frente de Manre,
o campo que Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali está sepultado Abraão e Sara, sua mulher.
E aconteceu depois da morte de Abraão, que Deus abençoou a Isaque, seu filho; e Isaque habitou junto a Beer-Laai-Roi.
Estas são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que Agar, a egípcia, serva de Sara, deu a Abraão.
Estes são os nomes dos filhos de Ismael, pelos seus nomes, segundo as suas gerações: o primogênito de Ismael era Nebaiote, depois Quedar, Adbeel, Mibsão,
Misma, Dumá, Massá,
Hadade, Temá, Jetur, Nafis e Quedmá.
Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes, pelas suas vilas e pelos seus acampamentos: doze príncipes segundo as suas famílias.
Estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e sete anos; e ele expirou, e morreu, e foi congregado ao seu povo.
E habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, indo para Assur; e fez o seu assento diante da face de todos os seus irmãos.
Estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque.
E era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu, por sua mulher.
E Isaque orou a Deus por sua mulher, porque era estéril; e Deus ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.
E os filhos lutavam dentro dela; e ela disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar a Deus.
E Deus lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas; um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço.
Quando os seus dias de dar à luz se cumpriram, eis gêmeos no seu ventre.
Saiu o primeiro, ruivo, e todo peludo como uma veste; por isso chamaram o seu nome Esaú.
E saiu o seu irmão, e tinha a sua mão agarrada ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou.
E cresceram os meninos; e Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem quieto, que habitava em tendas.
E amava Isaque a Esaú, porque a caça era do seu gosto; mas Rebeca amava a Jacó.
E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado.
E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou o seu nome Edom.
E Jacó disse: Vende-me hoje a tua primogenitura.
E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá, pois, a primogenitura?
Então disse Jacó: Jura-me hoje. E ele jurou, e vendeu a sua primogenitura a Jacó.
E Jacó deu pão e o guisado de lentilhas a Esaú; e ele comeu e bebeu, e levantou-se e foi-se. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.