Toráh — leitura cabalística
בראשית
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Então pôs-se Jacó a pé e foi à terra dos filhos do oriente.
E olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.
E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do poço, no seu lugar.
E disse-lhes Jacó: Meus irmãos, de onde sois? E eles disseram: Somos de Harã.
E ele lhes disse: Conheceis a Labão, filho de Naor? E eles disseram: Conhecemos.
E ele lhes disse: Está ele bem? E eles disseram: Está bem; e eis Raquel, sua filha, que vem com o rebanho.
E ele disse: Eis que ainda é muito dia; não é tempo de ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.
E eles disseram: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e removam a pedra de sobre a boca do poço, para que demos de beber às ovelhas.
Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel com o rebanho de seu pai, porque era pastora.
E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e o rebanho de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço, e deu de beber ao rebanho de Labão, irmão de sua mãe.
E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz, e chorou.
E Jacó contou a Raquel que era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca; e ela correu, e o fez saber a seu pai.
E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa; e contou Jacó a Labão todas estas coisas.
E Labão disse-lhe: Verdadeiramente és tu o meu osso e a minha carne. E ficou com ele um mês inteiro.
Depois disse Labão a Jacó: Por seres tu meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário.
E Labão tinha duas filhas: o nome da mais velha era Lia, e o nome da mais nova, Raquel.
Lia tinha os olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista.
E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha mais nova.
Então disse Labão: Melhor é que eu ta dê do que eu a dê a outro homem; fica comigo.
Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e pareceram-lhe poucos dias, pelo muito que a amava.
E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque já os meus dias são cumpridos, para que eu coabite com ela.
Então ajuntou Labão todos os homens daquele lugar, e fez um banquete.
E aconteceu que, à tarde, tomou Lia, sua filha, e trouxe-lha; e Jacó coabitou com ela.
E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por serva.
E aconteceu que, pela manhã, eis que era Lia; e Jacó disse a Labão: Que é isto que me fizeste? Não te servi por Raquel? Por que, pois, me enganaste?
E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a mais nova se dê antes da primogênita.
Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos servires.
E Jacó fez assim, e cumpriu a semana desta; então lhe deu por mulher Raquel, sua filha.
E Labão deu sua serva Bilá a Raquel, sua filha, por serva.
E Jacó coabitou também com Raquel, e amou mais a Raquel do que a Lia; e serviu a Labão ainda outros sete anos.
Viu Deus que Lia era desprezada, e abriu a sua madre; mas Raquel era estéril.
E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou o seu nome Rúben, porque disse: Deus viu a minha aflição; por isso agora me amará o meu marido.
E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Porquanto Deus ouviu que eu era desprezada, me deu também este; e chamou o seu nome Simeão.
E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque lhe dei à luz três filhos; por isso chamou o seu nome Levi.
E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei a Deus; por isso chamou o seu nome Judá; e cessou de dar à luz.