Neviim — leitura cabalística
מלכים ב
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas clamou a Elisha, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia a Ado-nai; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.
E Elisha lhe disse: Que te hei de fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
Então disse ele: Vai, pede para ti vasos emprestados a todas as tuas vizinhas, vasos vazios, não poucos.
Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e tira para fora o que estiver cheio.
Partiu pois dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia.
E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então o azeite parou.
Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.
Sucedeu também um dia que, indo Elisha a Shunem, havia ali uma mulher grave, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali se dirigia para casa, para comer pão.
E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.
Faça-se, pois, um pequeno quarto sobre os muros, e ponhamos-lhe ali uma cama, e uma mesa, e uma cadeira, e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se retirará.
E sucedeu que, certo dia, ele veio ali, e retirou-se àquele quarto, e se deitou ali.
Então disse ao seu servo Guechazi: Chama esta sunamita. E chamando-a ele, ela se pôs diante dele.
Porque ele tinha dito a Guechazi: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao chefe do exército? E disse ela: Eu habito no meio do meu povo.
Então disse ele: Que se há, pois, de fazer por ela? E Guechazi disse: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho.
Pelo que disse ele: Chama-a. E chamando-a ela, se pôs à porta.
E ele disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E disse ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.
E concebeu a mulher, e deu à luz um filho, ao tal tempo determinado, segundo o tempo da vida que Elisha lhe dissera.
E cresceu o menino; e sucedeu que um dia saiu para seu pai, que estava com os segadores.
E disse a seu pai: Ai, minha cabeça! Ai, minha cabeça! Então disse a um moço: Leva-o a sua mãe.
E ele o tomou, e o levou a sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meio-dia, e morreu.
E subiu ela, e o deitou sobre a cama do homem de Deus; e fechou sobre ele a porta, e saiu.
E chamou a seu marido, e disse: Manda-me já um dos moços, e uma das jumentas, para que corra ao homem de Deus, e volte.
E disse ele: Por que vais a ele hoje? Não é lua nova nem shabat. E ela disse: Tudo vai bem.
Então albardou a jumenta, e disse ao seu moço: Guia e anda, e não me detenhas no caminhar, salvo quando eu to disser.
Partiu ela, pois, e foi ao homem de Deus, ao monte Carmel; e sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Guechazi, seu moço: Eis aí a sunamita.
Vai, pois, agora, e corre-lhe ao encontro, e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem.
Chegando ela pois ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Guechazi para retirá-la; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma nela está triste de amargura, e Ado-nai mo encobriu, e não mo manifestou.
E disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não te disse eu que não me enganasses?
E ele disse a Guechazi: Cinge os teus lombos, e toma o meu bordão na tua mão, e vai; se encontrares alguém não o saúdes, e se alguém te saudar, não lhe respondas; e põe o meu bordão sobre o rosto do menino.
Porém disse a mãe do menino: Vive Ado-nai, e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então ele se levantou, e a seguiu.
E Guechazi passou diante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentido; e voltou a encontrar-se com ele, e lhe trouxe a nova, dizendo: Não despertou o menino.
E chegando Elisha àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama.
Entrou ele pois, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou a Ado-nai.
E subiu, e deitou-se sobre o menino, e pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu.
Depois voltou, e passeou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele, então o menino espirrou sete vezes, e o menino abriu os olhos.
Então chamou a Guechazi, e disse: Chama esta sunamita. E chamou-a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho.
E entrou ela, e se prostrou a seus pés, e se inclinou à terra; e tomou o seu filho e saiu.
E voltando Elisha a Guilgal, havia fome naquela terra, e os filhos dos profetas estavam assentados na sua presença; e disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.
Então um saiu ao campo a apanhar ervas, e achou uma parra brava, e colheu dela a sua capa cheia de coloquíntidas; e veio, e as cortou na panela do caldo, porque não as conheciam.
Assim tiraram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. Não puderam comer.
Porém ele disse: Trazei, pois, farinha. E deitou-a na panela, e disse: Tirai para o povo, para que coma. Então não havia mal nenhum na panela.
E um homem veio de Baal-Shalishá, e trouxe ao homem de Deus pães das primícias, vinte pães de cevada, e espigas verdes na sua palha; e disse: Dá ao povo, para que coma.
Porém seu servo disse: Como hei de eu pôr isto diante de cem homens? E disse ele: Dá ao povo, para que coma; porque assim diz Ado-nai: Comerão, e sobejará.
Então lho pôs diante, e comeram, e deixaram sobejos, conforme à palavra de Ado-nai.