Neviim — leitura cabalística
ירמיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Assim diz Ado-nai: Eis que levantarei um vento destruidor contra Bavel, e contra os que habitam no meio dos que se levantam contra mim.
E enviarei padejadores contra Bavel, que a padejarão, e despejarão a sua terra; porque virão contra ela em redor no dia da calamidade.
Aquele que arma o seu arco, arme-o contra o que o arma e contra o que se levanta na sua couraça; e não poupeis aos seus jovens; destruí a todo o seu exército.
E os mortos cairão na terra dos caldeus, e atravessados nas suas ruas.
Porque Israel e Yehudá não foram desamparados do seu Deus, do Senhor Ado-nai dos Exércitos, ainda que a sua terra estava cheia de culpas contra o Santo de Israel.
Fugi do meio de Bavel, e livrai cada um a sua alma; não vos destruais por causa da sua maldade; porque este é o tempo da vingança de Ado-nai; ele lhe dará a sua recompensa.
Bavel era um copo de ouro na mão de Ado-nai, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso enlouqueceram as nações.
Repentinamente caiu Bavel, e ficou arruinada; uivai sobre ela, tomai bálsamo para a sua dor, porventura sarará.
Queríamos curar a Bavel, ela porém não sarou; deixai-a, e vamo-nos cada um para a sua terra; porque o seu juízo chegou até ao céu, e se elevou até às mais altas nuvens.
Ado-nai trouxe à luz a nossa justiça; vinde e contemos em Tzion a obra de Ado-nai nosso Deus.
Aguçai as flechas, preparai os escudos; Ado-nai despertou o espírito dos reis da Média; porque o seu intento contra Bavel é para a destruir; porque esta é a vingança de Ado-nai, a vingança do seu templo.
Arvorai a bandeira sobre os muros de Bavel, reforçai a guarda, ponde sentinelas, preparai as emboscadas; porque tanto intentou Ado-nai como executou aquilo que tinha falado contra os moradores de Bavel.
Ó tu, que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros, é chegado o teu fim, a medida da tua avareza.
Jurou Ado-nai dos Exércitos por si mesmo, dizendo: Ainda que te enchi de homens, como de gafanhotos devastadores, contudo levantarão contra ti um grito de júbilo.
Ele é o que fez a terra pelo seu poder, e o que estabeleceu o mundo pela sua sabedoria, e com a sua inteligência estendeu os céus.
Fazendo ele soar a sua voz, há tumulto de águas nos céus, e faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos com a chuva, e tira o vento dos seus tesouros.
Todo o homem se tornou bruto, sem entendimento; envergonha-se todo o fundidor da imagem de escultura, porque a sua imagem fundida é mentira, e nelas não há espírito.
Vaidade são, obra de enganos; no tempo da sua visitação virão a perecer.
Não é semelhante a estes a porção de Yaakov, porque ele é o que formou tudo, e Israel é a tribo da sua herança; Ado-nai dos Exércitos é o seu nome.
Tu és o meu martelo e as armas de guerra; e por meio de ti despedaçarei nações, e por meio de ti destruirei reinos.
E por meio de ti despedaçarei o cavalo e o seu cavaleiro; e por meio de ti despedaçarei o carro e o que vai dentro dele.
Também por meio de ti despedaçarei o homem e a mulher; e por meio de ti despedaçarei o velho e o jovem; e por meio de ti despedaçarei o jovem e a virgem.
E por meio de ti despedaçarei o pastor e o seu rebanho; e por meio de ti despedaçarei o lavrador e a sua junta de bois; e por meio de ti despedaçarei os capitães e os magistrados.
Mas pagarei a Bavel, e a todos os moradores da Caldeia, toda a maldade que fizeram em Tzion, aos vossos olhos, diz Ado-nai.
Eis-me aqui contra ti, ó monte destruidor, diz Ado-nai, que destróis toda a terra; e estenderei a minha mão contra ti, e te revolverei das rochas, e farei de ti um monte de queima.
E não tomarão de ti pedra para a esquina, nem pedra para fundamentos, porque te tornarás em assolações perpétuas, diz Ado-nai.
Arvorai um estandarte na terra, tocai a trombeta entre as nações, preparai as nações contra ela; convocai contra ela os reinos de Ararat, Mini e Ashkenaz; ordenai contra ela um chefe; fazei subir cavalos, como gafanhotos eriçados.
Preparai contra ela as nações, os reis da Média, os seus capitães e todos os seus magistrados, e toda a terra do seu domínio.
Então a terra tremerá e estará dolorida; porque cada um dos desígnios de Ado-nai está firme contra Bavel, para fazer da terra de Bavel uma desolação, sem habitantes.
Os valentes de Bavel cessaram de pelejar; ficaram nas suas fortalezas, desfaleceu a sua força; tornaram-se como mulheres; queimaram as suas moradas, e os seus ferrolhos estão quebrados.
Um correio correrá ao encontro de outro correio, e um mensageiro ao encontro de outro mensageiro, para anunciar ao rei de Bavel que a sua cidade está tomada de todos os lados.
E os vaus estão tomados, e os canaviais queimados a fogo; e os homens de guerra ficaram assombrados.
Porque assim diz Ado-nai dos Exércitos, o Deus de Israel: A filha de Bavel é como uma eira no tempo da debulha; ainda um pouco, e o tempo da ceifa lhe virá.
Nevuchadretzar, rei de Bavel, me devorou, fez-me em pedaços, fez-me como vaso vazio, tragou-me como dragão, encheu o seu ventre das minhas delicadezas; lançou-me fora.
A violência que se me fez a mim e à minha carne venha sobre Bavel, dirá a moradora de Tzion; e o meu sangue caia sobre os moradores da Caldeia, dirá Jerusalém.
Portanto assim diz Ado-nai: Eis que pleitearei a tua causa, e te vingarei da vingança que se tomou contra ti; e secarei o seu mar, e farei que se esgote o seu manancial.
E Bavel se tornará em montões, em morada de chacais, em espanto e em assobio, sem que haja morador.
Juntamente bramarão como leões; rugirão como filhotes de leões.
Estando eles excitados, lhes darei o seu banquete e os embriagarei, para que se alegrem, e durmam um perpétuo sono, e não acordem, diz Ado-nai.
Fá-los-ei descer ao degoladouro como cordeiros, como carneiros e bodes.
Como foi tomada Sheshach! E apanhada a glória de toda a terra! Como se tornou Bavel em espanto entre as nações!
O mar subiu sobre Bavel; coberta está com a multidão das suas ondas.
Tornaram-se as suas cidades em assolação, terra seca, e deserto, terra que ninguém habita, nem passa por ela filho de homem algum.
E castigarei a Bel em Bavel, e tirarei da sua boca o que tragou, e nunca mais concorrerão a ele as nações; também o muro de Bavel cairá.
Saí do meio dela, ó povo meu, e livre cada um a sua alma do ardor da ira de Ado-nai.
E para que não se enfraqueça o vosso coração, e não temais pelo rumor que se ouvir na terra; porque em um ano virá um rumor, e depois noutro ano outro rumor, e haverá violência na terra, dominador contra dominador.
Portanto, eis que vêm dias, em que castigarei as imagens esculpidas de Bavel, e toda a sua terra ficará envergonhada, e os mortos cairão no meio dela.
E os céus e a terra, com tudo quanto neles há, jubilarão sobre Bavel; porque do norte lhe virão os destruidores, diz Ado-nai.
Pois assim como Bavel fez cair os mortos de Israel, também em Bavel cairão os mortos de toda a terra.
Vós, que escapastes da espada, ide-vos, não vos pareis; de longe lembrai-vos de Ado-nai, e suba Jerusalém à vossa mente.
Diríeis: Estamos envergonhados, porque ouvimos opróbrio; vergonha cobriu o nosso rosto, porquanto vieram estrangeiros contra os santuários da casa de Ado-nai.
Portanto, eis que vêm dias, diz Ado-nai, em que castigarei as suas imagens de escultura; e gemerão os feridos em toda a sua terra.
Ainda que Bavel subisse aos céus, e ainda que fortificasse no alto a sua fortaleza, todavia de mim virão destruidores sobre ela, diz Ado-nai.
Soa um grito de Bavel, e um grande quebrantamento da terra dos caldeus.
Porque Ado-nai destrói a Bavel, e fará perecer dela a sua grande voz; quando as suas ondas bramarem como muitas águas, soará o ruído da voz deles.
Porque o destruidor vem contra ela, contra Bavel, e os seus valentes serão presos, já estão quebrados os seus arcos; porque Ado-nai, Deus das vinganças, certamente lhes retribuirá.
E embriagarei os seus príncipes e os seus sábios, e os seus capitães, e os seus magistrados, e os seus valentes; e dormirão um sono eterno, e não acordarão, diz o Rei, cujo nome é Ado-nai dos Exércitos.
Assim diz Ado-nai dos Exércitos: Os largos muros de Bavel totalmente serão derribados, e as suas altas portas serão abrasadas pelo fogo; e trabalharão os povos em vão, e as nações no fogo, e se cansarão.
A palavra que mandou Yirmeyahu, o profeta, a Serayah, filho de Neryah, filho de Machseyah, indo este com Tzidkiyahu, rei de Yehudá, a Bavel, no ano quarto do seu reinado; e Serayah era o camareiro-mor.
Escreveu pois Yirmeyahu num livro todo o mal que havia de vir sobre Bavel, a saber, todas estas palavras que estavam escritas contra Bavel.
Disse pois Yirmeyahu a Serayah: Quando chegares a Bavel, então olha, e lê todas estas palavras.
E dirás: Ó Ado-nai, tu disseste a respeito deste lugar, que o havias de desarraigar, até não ficar nele morador algum, nem homem, nem animal, mas que se tornaria em perpétua assolação.
E acontecerá que, acabando tu de ler este livro, atar-lhe-ás uma pedra, e lançá-lo-ás no meio do Eufrates.
E dirás: Assim será afundada Bavel, e não se levantará, por causa do mal que eu hei de trazer sobre ela; e cansar-se-ão. Até aqui as palavras de Yirmeyahu.