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Plataforma de estudos judaico-messiânicos, Kabaláh Luriana e espiritualidade profunda sob a orientação do Rav Eliahu Barzilay ben Yehoshua.

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© 2026 Rav Eliahu Barzilay ben Yehoshua. Brit Im Mashiach, Franca, São Paulo.

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Tanach/Jeremias/Capítulo 51

Neviim — leitura cabalística

Jeremias · capítulo 51

ירמיה

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Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.

  1. 1

    Assim diz Ado-nai: Eis que levantarei um vento destruidor contra Bavel, e contra os que habitam no meio dos que se levantam contra mim.

  2. 2

    E enviarei padejadores contra Bavel, que a padejarão, e despejarão a sua terra; porque virão contra ela em redor no dia da calamidade.

  3. 3

    Aquele que arma o seu arco, arme-o contra o que o arma e contra o que se levanta na sua couraça; e não poupeis aos seus jovens; destruí a todo o seu exército.

  4. 4

    E os mortos cairão na terra dos caldeus, e atravessados nas suas ruas.

  5. 5

    Porque Israel e Yehudá não foram desamparados do seu Deus, do Senhor Ado-nai dos Exércitos, ainda que a sua terra estava cheia de culpas contra o Santo de Israel.

  6. 6

    Fugi do meio de Bavel, e livrai cada um a sua alma; não vos destruais por causa da sua maldade; porque este é o tempo da vingança de Ado-nai; ele lhe dará a sua recompensa.

  7. 7

    Bavel era um copo de ouro na mão de Ado-nai, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso enlouqueceram as nações.

  8. 8

    Repentinamente caiu Bavel, e ficou arruinada; uivai sobre ela, tomai bálsamo para a sua dor, porventura sarará.

  9. 9

    Queríamos curar a Bavel, ela porém não sarou; deixai-a, e vamo-nos cada um para a sua terra; porque o seu juízo chegou até ao céu, e se elevou até às mais altas nuvens.

  10. 10

    Ado-nai trouxe à luz a nossa justiça; vinde e contemos em Tzion a obra de Ado-nai nosso Deus.

  11. 11

    Aguçai as flechas, preparai os escudos; Ado-nai despertou o espírito dos reis da Média; porque o seu intento contra Bavel é para a destruir; porque esta é a vingança de Ado-nai, a vingança do seu templo.

  12. 12

    Arvorai a bandeira sobre os muros de Bavel, reforçai a guarda, ponde sentinelas, preparai as emboscadas; porque tanto intentou Ado-nai como executou aquilo que tinha falado contra os moradores de Bavel.

  13. 13

    Ó tu, que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros, é chegado o teu fim, a medida da tua avareza.

  14. 14

    Jurou Ado-nai dos Exércitos por si mesmo, dizendo: Ainda que te enchi de homens, como de gafanhotos devastadores, contudo levantarão contra ti um grito de júbilo.

  15. 15

    Ele é o que fez a terra pelo seu poder, e o que estabeleceu o mundo pela sua sabedoria, e com a sua inteligência estendeu os céus.

  16. 16

    Fazendo ele soar a sua voz, há tumulto de águas nos céus, e faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos com a chuva, e tira o vento dos seus tesouros.

  17. 17

    Todo o homem se tornou bruto, sem entendimento; envergonha-se todo o fundidor da imagem de escultura, porque a sua imagem fundida é mentira, e nelas não há espírito.

  18. 18

    Vaidade são, obra de enganos; no tempo da sua visitação virão a perecer.

  19. 19

    Não é semelhante a estes a porção de Yaakov, porque ele é o que formou tudo, e Israel é a tribo da sua herança; Ado-nai dos Exércitos é o seu nome.

  20. 20

    Tu és o meu martelo e as armas de guerra; e por meio de ti despedaçarei nações, e por meio de ti destruirei reinos.

  21. 21

    E por meio de ti despedaçarei o cavalo e o seu cavaleiro; e por meio de ti despedaçarei o carro e o que vai dentro dele.

  22. 22

    Também por meio de ti despedaçarei o homem e a mulher; e por meio de ti despedaçarei o velho e o jovem; e por meio de ti despedaçarei o jovem e a virgem.

  23. 23

    E por meio de ti despedaçarei o pastor e o seu rebanho; e por meio de ti despedaçarei o lavrador e a sua junta de bois; e por meio de ti despedaçarei os capitães e os magistrados.

  24. 24

    Mas pagarei a Bavel, e a todos os moradores da Caldeia, toda a maldade que fizeram em Tzion, aos vossos olhos, diz Ado-nai.

  25. 25

    Eis-me aqui contra ti, ó monte destruidor, diz Ado-nai, que destróis toda a terra; e estenderei a minha mão contra ti, e te revolverei das rochas, e farei de ti um monte de queima.

  26. 26

    E não tomarão de ti pedra para a esquina, nem pedra para fundamentos, porque te tornarás em assolações perpétuas, diz Ado-nai.

  27. 27

    Arvorai um estandarte na terra, tocai a trombeta entre as nações, preparai as nações contra ela; convocai contra ela os reinos de Ararat, Mini e Ashkenaz; ordenai contra ela um chefe; fazei subir cavalos, como gafanhotos eriçados.

  28. 28

    Preparai contra ela as nações, os reis da Média, os seus capitães e todos os seus magistrados, e toda a terra do seu domínio.

  29. 29

    Então a terra tremerá e estará dolorida; porque cada um dos desígnios de Ado-nai está firme contra Bavel, para fazer da terra de Bavel uma desolação, sem habitantes.

  30. 30

    Os valentes de Bavel cessaram de pelejar; ficaram nas suas fortalezas, desfaleceu a sua força; tornaram-se como mulheres; queimaram as suas moradas, e os seus ferrolhos estão quebrados.

  31. 31

    Um correio correrá ao encontro de outro correio, e um mensageiro ao encontro de outro mensageiro, para anunciar ao rei de Bavel que a sua cidade está tomada de todos os lados.

  32. 32

    E os vaus estão tomados, e os canaviais queimados a fogo; e os homens de guerra ficaram assombrados.

  33. 33

    Porque assim diz Ado-nai dos Exércitos, o Deus de Israel: A filha de Bavel é como uma eira no tempo da debulha; ainda um pouco, e o tempo da ceifa lhe virá.

  34. 34

    Nevuchadretzar, rei de Bavel, me devorou, fez-me em pedaços, fez-me como vaso vazio, tragou-me como dragão, encheu o seu ventre das minhas delicadezas; lançou-me fora.

  35. 35

    A violência que se me fez a mim e à minha carne venha sobre Bavel, dirá a moradora de Tzion; e o meu sangue caia sobre os moradores da Caldeia, dirá Jerusalém.

  36. 36

    Portanto assim diz Ado-nai: Eis que pleitearei a tua causa, e te vingarei da vingança que se tomou contra ti; e secarei o seu mar, e farei que se esgote o seu manancial.

  37. 37

    E Bavel se tornará em montões, em morada de chacais, em espanto e em assobio, sem que haja morador.

  38. 38

    Juntamente bramarão como leões; rugirão como filhotes de leões.

  39. 39

    Estando eles excitados, lhes darei o seu banquete e os embriagarei, para que se alegrem, e durmam um perpétuo sono, e não acordem, diz Ado-nai.

  40. 40

    Fá-los-ei descer ao degoladouro como cordeiros, como carneiros e bodes.

  41. 41

    Como foi tomada Sheshach! E apanhada a glória de toda a terra! Como se tornou Bavel em espanto entre as nações!

  42. 42

    O mar subiu sobre Bavel; coberta está com a multidão das suas ondas.

  43. 43

    Tornaram-se as suas cidades em assolação, terra seca, e deserto, terra que ninguém habita, nem passa por ela filho de homem algum.

  44. 44

    E castigarei a Bel em Bavel, e tirarei da sua boca o que tragou, e nunca mais concorrerão a ele as nações; também o muro de Bavel cairá.

  45. 45

    Saí do meio dela, ó povo meu, e livre cada um a sua alma do ardor da ira de Ado-nai.

  46. 46

    E para que não se enfraqueça o vosso coração, e não temais pelo rumor que se ouvir na terra; porque em um ano virá um rumor, e depois noutro ano outro rumor, e haverá violência na terra, dominador contra dominador.

  47. 47

    Portanto, eis que vêm dias, em que castigarei as imagens esculpidas de Bavel, e toda a sua terra ficará envergonhada, e os mortos cairão no meio dela.

  48. 48

    E os céus e a terra, com tudo quanto neles há, jubilarão sobre Bavel; porque do norte lhe virão os destruidores, diz Ado-nai.

  49. 49

    Pois assim como Bavel fez cair os mortos de Israel, também em Bavel cairão os mortos de toda a terra.

  50. 50

    Vós, que escapastes da espada, ide-vos, não vos pareis; de longe lembrai-vos de Ado-nai, e suba Jerusalém à vossa mente.

  51. 51

    Diríeis: Estamos envergonhados, porque ouvimos opróbrio; vergonha cobriu o nosso rosto, porquanto vieram estrangeiros contra os santuários da casa de Ado-nai.

  52. 52

    Portanto, eis que vêm dias, diz Ado-nai, em que castigarei as suas imagens de escultura; e gemerão os feridos em toda a sua terra.

  53. 53

    Ainda que Bavel subisse aos céus, e ainda que fortificasse no alto a sua fortaleza, todavia de mim virão destruidores sobre ela, diz Ado-nai.

  54. 54

    Soa um grito de Bavel, e um grande quebrantamento da terra dos caldeus.

  55. 55

    Porque Ado-nai destrói a Bavel, e fará perecer dela a sua grande voz; quando as suas ondas bramarem como muitas águas, soará o ruído da voz deles.

  56. 56

    Porque o destruidor vem contra ela, contra Bavel, e os seus valentes serão presos, já estão quebrados os seus arcos; porque Ado-nai, Deus das vinganças, certamente lhes retribuirá.

  57. 57

    E embriagarei os seus príncipes e os seus sábios, e os seus capitães, e os seus magistrados, e os seus valentes; e dormirão um sono eterno, e não acordarão, diz o Rei, cujo nome é Ado-nai dos Exércitos.

  58. 58

    Assim diz Ado-nai dos Exércitos: Os largos muros de Bavel totalmente serão derribados, e as suas altas portas serão abrasadas pelo fogo; e trabalharão os povos em vão, e as nações no fogo, e se cansarão.

  59. 59

    A palavra que mandou Yirmeyahu, o profeta, a Serayah, filho de Neryah, filho de Machseyah, indo este com Tzidkiyahu, rei de Yehudá, a Bavel, no ano quarto do seu reinado; e Serayah era o camareiro-mor.

  60. 60

    Escreveu pois Yirmeyahu num livro todo o mal que havia de vir sobre Bavel, a saber, todas estas palavras que estavam escritas contra Bavel.

  61. 61

    Disse pois Yirmeyahu a Serayah: Quando chegares a Bavel, então olha, e lê todas estas palavras.

  62. 62

    E dirás: Ó Ado-nai, tu disseste a respeito deste lugar, que o havias de desarraigar, até não ficar nele morador algum, nem homem, nem animal, mas que se tornaria em perpétua assolação.

  63. 63

    E acontecerá que, acabando tu de ler este livro, atar-lhe-ás uma pedra, e lançá-lo-ás no meio do Eufrates.

  64. 64

    E dirás: Assim será afundada Bavel, e não se levantará, por causa do mal que eu hei de trazer sobre ela; e cansar-se-ão. Até aqui as palavras de Yirmeyahu.

Tradução: Tradução Brit Im Mashiach (rascunho para revisão)

Fonte dos textos: Brit Im Mashiach. Uso sujeito aos termos do projeto Sefaria.

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