Neviim — leitura cabalística
נחום
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
ה֖וֹי עִ֣יר דָּמִ֑ים כֻּלָּ֗הּ כַּ֤חַשׁ פֶּ֙רֶק֙ מְלֵאָ֔ה לֹ֥א יָמִ֖ישׁ טָֽרֶף׃
Ai da cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo! Não se aparta dela o roubo.
ק֣וֹל שׁ֔וֹט וְק֖וֹל רַ֣עַשׁ אוֹפָ֑ן וְס֣וּס דֹּהֵ֔ר וּמֶרְכָּבָ֖ה מְרַקֵּדָֽה׃
Estrépito de açoite há, e o estrondo do ruído das rodas; e os cavalos atropelam, e carros vão saltando.
פָּרָ֣שׁ מַעֲלֶ֗ה וְלַ֤הַב חֶ֙רֶב֙ וּבְרַ֣ק חֲנִ֔ית וְרֹ֥ב חָלָ֖ל וְכֹ֣בֶד פָּ֑גֶר וְאֵ֥ין קֵ֙צֶה֙ לַגְּוִיָּ֔ה (יכשלו) [וְכָשְׁל֖וּ] בִּגְוִיָּתָֽם׃
O cavaleiro avança, com a espada flamejante, e com a lança relampejante; há muitos traspassados, montões de cadáveres, e não têm fim os corpos mortos; tropeçam nos cadáveres.
מֵרֹב֙ זְנוּנֵ֣י זוֹנָ֔ה ט֥וֹבַת חֵ֖ן בַּעֲלַ֣ת כְּשָׁפִ֑ים הַמֹּכֶ֤רֶת גּוֹיִם֙ בִּזְנוּנֶ֔יהָ וּמִשְׁפָּח֖וֹת בִּכְשָׁפֶֽיהָ׃
Por causa da multidão das prostituições da meretriz mui graciosa, da mestra das feitiçarias, que vende as nações pelas suas prostituições, e as famílias pelas suas feitiçarias.
הִנְנִ֣י אֵלַ֗יִךְ נְאֻם֙ יְהֹוָ֣ה צְבָא֔וֹת וְגִלֵּיתִ֥י שׁוּלַ֖יִךְ עַל־פָּנָ֑יִךְ וְהַרְאֵיתִ֤י גוֹיִם֙ מַעְרֵ֔ךְ וּמַמְלָכ֖וֹת קְלוֹנֵֽךְ׃
Eis que eu estou contra ti, diz Ado-nai dos Exércitos; e descobrirei as tuas fraldas sobre o teu rosto, e às nações mostrarei a tua nudez, e aos reinos a tua vergonha.
וְהִשְׁלַכְתִּ֥י עָלַ֛יִךְ שִׁקֻּצִ֖ים וְנִבַּלְתִּ֑יךְ וְשַׂמְתִּ֖יךְ כְּרֹֽאִי׃
E lançarei sobre ti coisas abomináveis, e te envilecerei, e pôr-te-ei como espetáculo.
וְהָיָ֤ה כׇל־רֹאַ֙יִךְ֙ יִדּ֣וֹד מִמֵּ֔ךְ וְאָמַר֙ שׇׁדְּדָ֣ה נִֽינְוֵ֔ה מִ֖י יָנ֣וּד לָ֑הּ מֵאַ֛יִן אֲבַקֵּ֥שׁ מְנַחֲמִ֖ים לָֽךְ׃
E há de ser que todos os que te virem fugirão de ti, e dirão: Ninvê está destruída, quem terá compaixão dela? Donde te buscarei consoladores?
הֲתֵֽיטְבִי֙ מִנֹּ֣א אָמ֔וֹן הַיֹּֽשְׁבָה֙ בַּיְאֹרִ֔ים מַ֖יִם סָבִ֣יב לָ֑הּ אֲשֶׁר־חֵ֣יל יָ֔ם מִיָּ֖ם חוֹמָתָֽהּ׃
És tu melhor do que No-Amon, que assentava entre os rios, cercada de águas, cujo muro era o mar, e a sua muralha as próprias águas?
כּ֥וּשׁ עׇצְמָ֛ה וּמִצְרַ֖יִם וְאֵ֣ין קֵ֑צֶה פּ֣וּט וְלוּבִ֔ים הָי֖וּ בְּעֶזְרָתֵֽךְ׃
Etiópia e Egito eram a sua força, e povos sem número; os de Put e da Líbia foram o teu socorro.
גַּם־הִ֗יא לַגֹּלָה֙ הָלְכָ֣ה בַשֶּׁ֔בִי גַּ֧ם עֹלָלֶ֛יהָ יְרֻטְּשׁ֖וּ בְּרֹ֣אשׁ כׇּל־חוּצ֑וֹת וְעַל־נִכְבַּדֶּ֙יהָ֙ יַדּ֣וּ גוֹרָ֔ל וְכׇל־גְּדוֹלֶ֖יהָ רֻתְּק֥וּ בַזִּקִּֽים׃
Todavia foi levada para o exílio, foi para o cativeiro; também os seus filhos foram despedaçados no canto de todas as ruas, e sobre os seus nobres lançaram sortes, e todos os seus grandes foram presos em grilhões.
גַּם־אַ֣תְּ תִּשְׁכְּרִ֔י תְּהִ֖י נַעֲלָמָ֑ה גַּם־אַ֛תְּ תְּבַקְשִׁ֥י מָע֖וֹז מֵאוֹיֵֽב׃
Tu também serás embriagada, e te esconderás; também buscarás força, por causa do inimigo.
כׇּ֨ל־מִבְצָרַ֔יִךְ תְּאֵנִ֖ים עִם־בִּכּוּרִ֑ים אִם־יִנּ֕וֹעוּ וְנָפְל֖וּ עַל־פִּ֥י אוֹכֵֽל׃
Todas as tuas fortificações serão como figueiras com figos temporãos; se se sacodem, caem na boca do que os há de comer.
הִנֵּ֨ה עַמֵּ֤ךְ נָשִׁים֙ בְּקִרְבֵּ֔ךְ לְאֹ֣יְבַ֔יִךְ פָּת֥וֹחַ נִפְתְּח֖וּ שַׁעֲרֵ֣י אַרְצֵ֑ךְ אָכְלָ֥ה אֵ֖שׁ בְּרִיחָֽיִךְ׃
Eis que o teu povo no meio de ti é como mulheres; as portas da tua terra estão abertas de par em par aos teus inimigos; o fogo consome os teus ferrolhos.
מֵ֤י מָצוֹר֙ שַֽׁאֲבִי־לָ֔ךְ חַזְּקִ֖י מִבְצָרָ֑יִךְ בֹּ֧אִי בַטִּ֛יט וְרִמְסִ֥י בַחֹ֖מֶר הַחֲזִ֥יקִי מַלְבֵּֽן׃
Tira águas para o cerco, fortifica as tuas fortalezas, entra no lodo, e pisa o barro, prepara o forno de tijolos.
שָׁ֚ם תֹּאכְלֵ֣ךְ אֵ֔שׁ תַּכְרִיתֵ֣ךְ חֶ֔רֶב תֹּאכְלֵ֖ךְ כַּיָּ֑לֶק הִתְכַּבֵּ֣ד כַּיֶּ֔לֶק הִֽתְכַּבְּדִ֖י כָּאַרְבֶּֽה׃
O fogo ali te consumirá, a espada te exterminará; consumir-te-á, como a locusta; multiplica-te como a locusta, multiplica-te como os gafanhotos.
הִרְבֵּית֙ רֹכְלַ֔יִךְ מִכּוֹכְבֵ֖י הַשָּׁמָ֑יִם יֶ֥לֶק פָּשַׁ֖ט וַיָּעֹֽף׃
Multiplicaste os teus negociantes mais do que as estrelas do céu; a locusta se espalha, e voa.
מִנְּזָרַ֙יִךְ֙ כָּֽאַרְבֶּ֔ה וְטַפְסְרַ֖יִךְ כְּג֣וֹב גֹּבָ֑י הַחוֹנִ֤ים בַּגְּדֵרוֹת֙ בְּי֣וֹם קָרָ֔ה שֶׁ֤מֶשׁ זָֽרְחָה֙ וְנוֹדַ֔ד וְלֹא־נוֹדַ֥ע מְקוֹמ֖וֹ אַיָּֽם׃
Os teus príncipes são como os gafanhotos, e os teus capitães como os gafanhotos grandes, que se acampam nas sebes nos dias de frio; em subindo o sol voam, de sorte que não se sabe o lugar em que estão.
נָמ֤וּ רֹעֶ֙יךָ֙ מֶ֣לֶךְ אַשּׁ֔וּר יִשְׁכְּנ֖וּ אַדִּירֶ֑יךָ נָפֹ֧שׁוּ עַמְּךָ֛ עַל־הֶהָרִ֖ים וְאֵ֥ין מְקַבֵּֽץ׃
Os teus pastores dormitam, ó rei da Assíria; os teus nobres dormem; o teu povo se derrama pelos montes, sem que haja quem o ajunte.
אֵין־כֵּהָ֣ה לְשִׁבְרֶ֔ךָ נַחְלָ֖ה מַכָּתֶ֑ךָ כֹּ֣ל ׀ שֹׁמְעֵ֣י שִׁמְעֲךָ֗ תָּ֤קְעוּ כַף֙ עָלֶ֔יךָ כִּ֗י עַל־מִ֛י לֹא־עָבְרָ֥ה רָעָתְךָ֖ תָּמִֽיד׃
Não há cura para a tua ferida; a tua chaga é dolorosa; todos os que ouvirem a tua fama baterão palmas sobre ti; porque sobre quem não passou continuamente a tua malícia?