Ketuvim — leitura cabalística
משלי
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
ט֤וֹב פַּ֣ת חֲ֭רֵבָה וְשַׁלְוָה־בָ֑הּ מִ֝בַּ֗יִת מָלֵ֥א זִבְחֵי־רִֽיב׃
Melhor é um bocado seco, e com ele a tranquilidade, do que a casa cheia de vítimas, com contenda.
עֶֽבֶד־מַשְׂכִּ֗יל יִ֭מְשֹׁל בְּבֵ֣ן מֵבִ֑ישׁ וּבְת֥וֹךְ אַ֝חִ֗ים יַחֲלֹ֥ק נַחֲלָֽה׃
O servo prudente dominará sobre o filho que envergonha, e entre os irmãos repartirá a herança.
מַצְרֵ֣ף לַ֭כֶּסֶף וְכ֣וּר לַזָּהָ֑ב וּבֹחֵ֖ן לִבּ֣וֹת יְהֹוָֽה׃
O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, mas Ado-nai prova os corações.
מֵ֭רַע מַקְשִׁ֣יב עַל־שְׂפַת־אָ֑וֶן שֶׁ֥קֶר מֵ֝זִ֗ין עַל־לְשׁ֥וֹן הַוֺּֽת׃
O malfazejo atenta para o lábio iníquo, o mentiroso inclina os ouvidos à língua maligna.
לֹעֵ֣ג לָ֭רָשׁ חֵרֵ֣ף עֹשֵׂ֑הוּ שָׂמֵ֥חַ לְ֝אֵ֗יד לֹ֣א יִנָּקֶֽה׃
O que escarnece do pobre insulta àquele que o criou, e o que se alegra da calamidade não ficará inocente.
עֲטֶ֣רֶת זְ֭קֵנִים בְּנֵ֣י בָנִ֑ים וְתִפְאֶ֖רֶת בָּנִ֣ים אֲבוֹתָֽם׃
Coroa dos velhos são os filhos dos filhos, e a glória dos filhos são seus pais.
לֹא־נָאוָ֣ה לְנָבָ֣ל שְׂפַת־יֶ֑תֶר אַ֝֗ף כִּֽי־לְנָדִ֥יב שְׂפַת־שָֽׁקֶר׃
Não convém ao tolo o lábio excelente, quanto menos ao príncipe o lábio mentiroso.
אֶבֶן־חֵ֣ן הַ֭שֹּׁחַד בְּעֵינֵ֣י בְעָלָ֑יו אֶֽל־כׇּל־אֲשֶׁ֖ר יִפְנֶ֣ה יַשְׂכִּֽיל׃
Pedra preciosa é a peita aos olhos dos que a recebem, para onde quer que se voltar lhe servirá de proveito.
מְֽכַסֶּה־פֶּ֭שַׁע מְבַקֵּ֣שׁ אַהֲבָ֑ה וְשֹׁנֶ֥ה בְ֝דָבָ֗ר מַפְרִ֥יד אַלּֽוּף׃
O que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que renova a questão separa os maiores amigos.
תֵּ֣חַת גְּעָרָ֣ה בְמֵבִ֑ין מֵהַכּ֖וֹת כְּסִ֣יל מֵאָֽה׃
Mais fundo entra a repreensão no prudente, do que cem açoites no tolo.
אַךְ־מְרִ֥י יְבַקֶּשׁ־רָ֑ע וּמַלְאָ֥ךְ אַ֝כְזָרִ֗י יְשֻׁלַּח־בּֽוֹ׃
Verdadeiramente o rebelde só busca o mal, mas mensageiro cruel se enviará contra ele.
פָּג֬וֹשׁ דֹּ֣ב שַׁכּ֣וּל בְּאִ֑ישׁ וְאַל־כְּ֝סִ֗יל בְּאִוַּלְתּֽוֹ׃
Encontre-se com o homem a ursa, roubada dos filhos, mas não o louco na sua estultícia.
מֵשִׁ֣יב רָ֭עָה תַּ֣חַת טוֹבָ֑ה לֹא־[תָמ֥וּשׁ] (תמיש) רָ֝עָ֗ה מִבֵּיתֽוֹ׃
Quanto àquele que torna mal por bem, não se apartará o mal de sua casa.
פּ֣וֹטֵֽר מַ֭יִם רֵאשִׁ֣ית מָד֑וֹן וְלִפְנֵ֥י הִ֝תְגַּלַּ֗ע הָרִ֥יב נְטֽוֹשׁ׃
Como o que solta as águas, é o princípio da contenda, pelo que, antes que sejas envolvido, abandona a porfia.
מַצְדִּ֣יק רָ֭שָׁע וּמַרְשִׁ֣יעַ צַדִּ֑יק תּוֹעֲבַ֥ת יְ֝הֹוָ֗ה גַּם־שְׁנֵיהֶֽם׃
O que justifica ao ímpio, e condena ao justo, ambos são igualmente abomináveis a Ado-nai.
לָמָּה־זֶּ֣ה מְחִ֣יר בְּיַד־כְּסִ֑יל לִקְנ֖וֹת חׇכְמָ֣ה וְלֶב־אָֽיִן׃
De que serviria o preço na mão do tolo para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?
בְּכׇל־עֵ֭ת אֹהֵ֣ב הָרֵ֑עַ וְאָ֥ח לְ֝צָרָ֗ה יִוָּלֵֽד׃
Em todo o tempo ama o amigo, e para a angústia nasce o irmão.
אָדָ֣ם חֲסַר־לֵ֭ב תּוֹקֵ֣עַ כָּ֑ף עֹרֵ֥ב עֲ֝רֻבָּ֗ה לִפְנֵ֥י רֵעֵֽהוּ׃
O homem falto de entendimento dá a sua mão, ficando por fiador diante do seu próximo.
אֹ֣הֵֽב פֶּ֭שַׁע אֹהֵ֣ב מַצָּ֑ה מַגְבִּ֥יהַּ פִּ֝תְח֗וֹ מְבַקֶּשׁ־שָֽׁבֶר׃
O que ama a contenda ama a transgressão, o que alça a sua porta busca a ruína.
עִקֶּשׁ־לֵ֭ב לֹ֣א יִמְצָא־ט֑וֹב וְנֶהְפָּ֥ךְ בִּ֝לְשׁוֹנ֗וֹ יִפּ֥וֹל בְּרָעָֽה׃
O perverso de coração nunca achará o bem, e o que tem a língua dobre virá a cair no mal.
יֹלֵ֣ד כְּ֭סִיל לְת֣וּגָה ל֑וֹ וְלֹא־יִ֝שְׂמַ֗ח אֲבִ֣י נָבָֽל׃
O que gera o tolo, para a sua tristeza o faz, e o pai do insensato não se alegrará.
לֵ֣ב שָׂ֭מֵחַ יֵיטִ֣יב גֵּהָ֑ה וְר֥וּחַ נְ֝כֵאָ֗ה תְּיַבֶּשׁ־גָּֽרֶם׃
O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido seca os ossos.
שֹׁ֣חַד מֵ֭חֵק רָשָׁ֣ע יִקָּ֑ח לְ֝הַטּ֗וֹת אׇרְח֥וֹת מִשְׁפָּֽט׃
O ímpio tomará o presente do seio, para perverter as veredas da justiça.
אֶת־פְּנֵ֣י מֵבִ֣ין חׇכְמָ֑ה וְעֵינֵ֥י כְ֝סִ֗יל בִּקְצֵה־אָֽרֶץ׃
No rosto do entendido se vê a sabedoria, mas os olhos do tolo vagueiam até à extremidade da terra.
כַּ֣עַס לְ֭אָבִיו בֵּ֣ן כְּסִ֑יל וּ֝מֶ֗מֶר לְיֽוֹלַדְתּֽוֹ׃
O filho tolo é tristeza para seu pai, e amargura para a que o deu à luz.
גַּ֤ם עֲנ֣וֹשׁ לַצַּדִּ֣יק לֹא־ט֑וֹב לְהַכּ֖וֹת נְדִיבִ֣ים עַל־יֹֽשֶׁר׃
Não é bom também condenar o justo, nem ferir os príncipes por causa da equidade.
חוֹשֵׂ֣ךְ אֲ֭מָרָיו יוֹדֵ֣עַ דָּ֑עַת (וקר) [יְקַר־]ר֝֗וּחַ אִ֣ישׁ תְּבוּנָֽה׃
Retém as suas palavras o que possui o conhecimento, e o homem de entendimento é de precioso espírito.
גַּ֤ם אֱוִ֣יל מַ֭חֲרִישׁ חָכָ֣ם יֵחָשֵׁ֑ב אֹטֵ֖ם שְׂפָתָ֣יו נָבֽוֹן׃
Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio, e o que cerrar os seus lábios por entendido.