Ketuvim — leitura cabalística
קהלת
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Palavras de Kohelet, filho de David, rei em Yerushalayim.
Vaidade de vaidades, diz Kohelet, vaidade de vaidades, tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
Uma geração vai, e outra geração vem, mas a terra para sempre permanece.
E nasce o sol, e põe-se o sol, e aspira ao seu lugar de onde nasceu.
O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte, continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar não se enche, ao lugar para onde os ribeiros vão, para ali tornam eles a correr.
Todas estas coisas se cansam tanto, que ninguém o pode declarar, os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
O que foi é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer, nada há, pois, novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas posteriores que hão de ser também delas não haverá memória entre os que hão de vir depois.
Eu, Kohelet, fui rei sobre Israel em Yerushalayim.
E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu, esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
Aquilo que é torto não se pode endireitar, aquilo que falta não se pode calcular.
Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Yerushalayim, e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e a ciência.
E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e os desvarios, e vim a saber que também isto era aflição de espírito.
Pois na muita sabedoria há muito enfado, e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.