Ketuvim — leitura cabalística
אסתר
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
E no mês duodécimo, que é o mês de Adar, no dia treze do mesmo mês, em que chegou a palavra do rei e a sua ordem para a executar, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, porque os judeus foram os que se assenhorearam dos seus aborrecedores.
Porque os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei Achashverosh, se ajuntaram para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal, e nenhum podia resistir-lhes, porque o seu temor caíra sobre todos aqueles povos.
E todos os príncipes das províncias, e os sátrapas, e os governadores, e os oficiais do rei, apoiavam os judeus, porque tinha caído o temor de Mordechai sobre eles.
Pois Mordechai era grande na casa do rei, e a sua fama saía por todas as províncias; pois o varão Mordechai se ia engrandecendo.
Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, à espada, com matança e destruição, e fizeram dos seus aborrecedores o que quiseram.
E na fortaleza de Shushan os judeus mataram e destruíram quinhentos homens,
Como também Parshandata, Dalfon, Aspata,
Porata, Adaliá, Aridata,
Parmashta, Arisai, Aridai, Vayezata,
Os dez filhos de Haman, filho de Hamedata, adversário dos judeus, mataram, mas ao despojo não estenderam a sua mão.
No mesmo dia veio perante o rei o número dos mortos na fortaleza de Shushan.
E disse o rei à rainha Esther: Na fortaleza de Shushan os judeus mataram e destruíram quinhentos homens, e aos dez filhos de Haman; nas mais províncias do rei, que terão feito? Qual, pois, é a tua petição? E te será concedida, ou qual ainda é o teu requerimento? E se fará.
Então disse Esther: Se bem parecer ao rei, conceda-se também amanhã aos judeus, que estão em Shushan, que façam conforme o decreto de hoje, e enforquem os dez filhos de Haman na forca.
Então o rei disse que assim se fizesse, e publicou-se um edito em Shushan, e enforcaram os dez filhos de Haman.
E ajuntaram-se os judeus, que se achavam em Shushan, também no dia catorze do mês de Adar, e mataram em Shushan trezentos homens, porém ao despojo não estenderam a sua mão.
Também os demais judeus, que se achavam nas províncias do rei, se ajuntaram para se pôr em defesa da sua vida, e tiveram repouso dos seus inimigos, e mataram dos seus aborrecedores setenta e cinco mil, porém ao despojo não estenderam a sua mão.
Isto sucedeu no dia treze do mês de Adar; e no dia catorze do mesmo descansaram, e o fizeram dia de banquetes e de alegria.
Também os judeus, que se achavam em Shushan, se ajuntaram nos dias, treze e catorze do mesmo, porém descansaram no dia quinze do mesmo, e o fizeram dia de banquetes e de alegria.
Portanto os judeus das aldeias, que habitavam nas cidades abertas, fizeram o dia catorze do mês de Adar, dia de alegria e de banquetes, e dia de folguedo, e dia de mandarem porções deles uns aos outros.
E Mordechai escreveu estas coisas, e enviou cartas a todos os judeus que havia em todas as províncias do rei Achashverosh, aos de perto, e aos de longe,
Ordenando-lhes que guardassem o dia catorze do mês de Adar, e o dia quinze do mesmo, todos os anos,
Como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de folguedo, para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções uns aos outros, e dádivas aos pobres.
E os judeus se comprometeram a fazer o que já tinham começado, como também o que Mordechai lhes tinha escrito.
Pois Haman, filho de Hamedata, agagita, opressor de todos os judeus, tinha intentado contra os judeus destruí-los, e tinha lançado Pur, isto é, a sorte, para os assolar e destruir.
Mas, vindo isto perante o rei, ele mandou por cartas que o seu mau intento, que intentara contra os judeus, tornasse sobre a sua cabeça, pelo que o enforcaram a ele e aos seus filhos na forca.
Por isso àqueles dias chamam Purim, do nome Pur; assim, por causa de todas as palavras desta carta, do que viram com isso, e do que se sucedeu com eles,
Determinaram os judeus, e tomaram sobre si, e sobre a sua semente, e sobre todos os que se chegassem a eles, que não se deixaria de guardar estes dois dias conforme ao que se escreveu deles, e segundo o seu tempo determinado, todos os anos.
E que estes dias seriam lembrados e guardados por toda a geração, família, província, e cidade, e que estes dias de Purim não se deixariam de guardar entre os judeus, e que a memória deles não teria fim entre a sua semente.
Então a rainha Esther, filha de Avichail, e o judeu Mordechai escreveram, com toda a autoridade, segunda vez, para confirmar esta carta de Purim.
E enviaram-se as cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Achashverosh, com palavras de paz e de verdade;
Para confirmar estes dias de Purim, nos seus tempos determinados, como o judeu Mordechai e a rainha Esther lhes tinham estabelecido, e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua semente, acerca dos jejuns e do seu clamor.
E o mandado de Esther estabeleceu estas coisas de Purim, o que foi escrito no livro.