Neviim — leitura cabalística
יחזקאל
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
E sucedeu que, no trigésimo ano, no quarto mês, no quinto dia do mês, estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Kevar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
No quinto dia do mês (este era o quinto ano do cativeiro do rei Yehoyachin),
Veio expressamente a palavra de Ado-nai a Yechezkel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Kevar, e ali esteve sobre ele a mão de Ado-nai.
Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, e uma grande nuvem, com um fogo a revolver-se nela, e um resplendor ao redor da nuvem, e no meio dela havia uma cor como de âmbar que saía do meio do fogo.
E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes; e esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de bronze polido.
E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos seus quatro lados; e os quatro tinham seus rostos e suas asas assim:
Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, cada qual andava para a sua frente.
E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo os quatro tinham rosto de boi, e os quatro também tinham rosto de águia.
Assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas por cima; cada um tinha duas asas juntas uma à outra, e duas cobriam os corpos deles.
E cada qual andava para a sua frente; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
E quanto à semelhança dos seres viventes, o seu parecer era como brasas de fogo ardentes, como a aparência de tochas; o fogo corria por entre os seres viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.
E os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de relâmpagos.
E vi os seres viventes; e eis que havia uma roda na terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos.
O aspecto das rodas, e a sua estrutura, era como cor de turquesa; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e o seu aspecto, e a sua estrutura, era como se estivesse uma roda no meio de outra roda.
Andando elas, andavam para os seus quatro lados; não se viravam quando andavam.
E as suas cambas eram tão altas, que metiam medo; e estas quatro tinham as cambas cheias de olhos ao redor.
Andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e elevando-se os seres viventes da terra, elevavam-se também as rodas.
Para onde o espírito queria ir, eles iam; para lá o espírito era para ir, e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
Andando eles, andavam elas, e parando eles, paravam elas, e elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas defronte deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
E por cima da cabeça dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como cor de cristal terrível, estendido por cima das suas cabeças.
E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas, que lhe cobriam o corpo de um lado; e cada um tinha outras duas, que o cobriam do outro lado.
E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Todo-Poderoso, a voz dum tumulto, como o ruído dum exército; parando eles, abaixavam as suas asas.
E ouvia-se uma voz por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência de uma safira; e sobre a semelhança do trono havia como a semelhança de um homem, no alto, sobre ele.
E vi como a cor de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor, desde a aparência dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a aparência dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a aparência do fogo, e um resplendor ao redor dele.
Como a aparência do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era a aparência do resplendor em redor. Esta era a aparência da semelhança da glória de Ado-nai; e vendo isto caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava.