Neviim — leitura cabalística
שמואל א
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
E subiu David dali, e ficou nos lugares fortes de En-Guedi.
E sucedeu que, voltando Shaul de perseguir os filisteus, lhe anunciaram, dizendo: Eis que David está no deserto de En-Guedi.
Então tomou Shaul três mil homens, escolhidos de todo o Israel, e foi à busca de David e dos seus homens, até sobre os cumes das penhas das cabras montesas.
E chegou aos apriscos das ovelhas no caminho, onde estava uma caverna; e entrou nela Shaul, a cobrir seus pés; e David e os seus homens estavam aos lados da caverna.
Então os homens de David lhe disseram: Eis aqui o dia, do qual Ado-nai te disse: Eis que entrego o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás o que parecer bem aos teus olhos. E levantou-se David, e mansamente cortou a orla do manto de Shaul.
Sucedeu, porém, que depois doeu o coração a David, por ter cortado a orla do manto de Shaul.
E disse aos seus homens: Ado-nai me guarde de que faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido de Ado-nai, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido de Ado-nai.
E David com estas palavras reprimiu os seus homens, e não os deixou levantar-se contra Shaul; e Shaul se levantou da caverna, e foi pelo caminho.
Depois também David se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detrás de Shaul, dizendo: Rei, meu senhor. E, olhando Shaul para trás, David se inclinou com o rosto em terra, e fez reverência.
E disse David a Shaul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Eis que David procura o teu mal?
Eis que este dia os teus olhos viram, que Ado-nai hoje te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, pois é o ungido de Ado-nai.
Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão; porque, cortando-te eu a orla do manto, te não matei. Adverte, pois, e vê que não há na minha mão nem mal nem rebeldia nenhuma, e não pequei contra ti; porém tu andas à caça da minha vida, para ma tirares.
Julgue Ado-nai entre mim e ti, e vingue-me Ado-nai de ti; porém a minha mão não será contra ti.
Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade; porém a minha mão não será contra ti.
Após quem saiu o rei de Israel? A quem vais perseguindo? A um cão morto? A uma pulga?
Ado-nai porém será juiz, e julgará entre mim e ti, e verá, e advogará a minha causa, e me defenderá da tua mão.
E sucedeu que, acabando David de falar a Shaul todas estas palavras, disse Shaul: Não é esta a tua voz, meu filho David? Então Shaul alçou a sua voz, e chorou.
E disse a David: Mais justo és do que eu; pois tu me recompensaste com bem, e eu te recompensei com mal.
E tu mostraste hoje que usaste comigo bem; pois, havendo-me Ado-nai posto em tuas mãos, tu não me mataste.
Porque, quem há que, encontrando o seu inimigo, o deixaria ir por bom caminho? Ado-nai, pois, te pague com bem, pelo que hoje me fizeste.
Agora, pois, eis que bem sei que certamente hás de reinar, e que o reino de Israel há de ser firme na tua mão.
Jura-me, pois, agora por Ado-nai que não desarraigarás a minha semente depois de mim, nem extinguirás o meu nome da casa de meu pai.
Então jurou David a Shaul; e foi-se Shaul para a sua casa, porém David e os seus homens subiram ao lugar forte.