Neviim — leitura cabalística
ישעיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Ai da coroa de soberba dos bêbados de Efrayim, cuja glória é uma flor murcha que está na cabeça do fértil vale dos feridos do vinho.
Eis que Ado-nai tem um valente e poderoso, como uma tempestade de saraiva, tormenta destruidora; como uma tempestade de impetuosas águas que transbordam, com força a derruba por terra.
A coroa de soberba dos bêbados de Efrayim será pisada aos pés.
E a flor caída da sua gloriosa formosura, que está sobre a cabeça do fértil vale, será como o figo temporão antes do verão, que, vendo-o alguém, o apanha e o come.
Naquele dia Ado-nai dos Exércitos será por coroa gloriosa, e por toucado formoso, para os restantes de seu povo;
E por espírito de juízo para o que se assenta a julgar, e por fortaleza para os que repulsam o inimigo até às portas.
Mas também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho, andam desencaminhados com a bebida forte, andam errados na visão, e tropeçam no juízo.
Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e imundícia; não há lugar limpo.
Ora, a quem se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender o que se ouviu? Aos desmamados, e aos arrancados dos peitos?
Porque é mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento; regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali.
Pelo que por lábios gaguejantes, e por outra língua falará a este povo.
Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir.
Assim, pois, a palavra de Ado-nai lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, e se enlacem, e sejam presos.
Ouvi, pois, a palavra de Ado-nai, ó homens escarnecedores, que dominais este povo que está em Jerusalém.
Porquanto dizeis: Fizemos concerto com a morte, e com o inferno fizemos aliança; quando passar o açoite trasbordante, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.
Portanto assim diz o Senhor Ado-nai: Eis que eu assentei em Tzion uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse.
E regrarei o juízo pelo cordel, e a justiça pelo prumo, e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas cobrirão o esconderijo.
E o vosso concerto com a morte se anulará; e a vossa aliança com o inferno não subsistirá; e, quando o açoite trasbordante passar, então sereis pisados por ele.
Desde que começar a passar, vos arrebatará; porque manhã após manhã passará, de dia e de noite; e somente o ouvi-lo já será um terror.
Porque a cama é tão curta que ninguém se pode estender nela; e o cobertor tão estreito que ninguém se pode cobrir com ele.
Porque Ado-nai se levantará como no monte Peratzim, e se irará como no vale de Givon, para fazer a sua obra, a sua estranha obra; e para realizar o seu ato, o seu estranho ato.
Agora, pois, não escarneçais, para que os vossos grilhões não se façam mais fortes; porque já ouvi do Senhor Ado-nai dos Exércitos uma destruição já determinada sobre toda a terra.
Inclinai os ouvidos, e ouvi a minha voz; atendei bem, e ouvi a minha palavra.
Porventura lavra o lavrador todo o dia, para semear? Ou abre e desfaz os torrões da sua terra?
Não é assim? Que depois de aplanar a sua superfície, derrama a nigela, semeia o cominho, lança o trigo escolhido, e a cevada no lugar determinado, e o centeio no seu limite?
O seu Deus o ensina, e o instrui sobre o que há de fazer.
Porque a nigela não se trilha com instrumento de trilhar, nem sobre o cominho passa roda de carro; mas a nigela é sacudida com uma vara, e o cominho com um pau.
O trigo é triturado, mas não é continuamente trilhado; e, ainda que se afoguem com as rodas dos seus carros, com os seus cavalos não o trituram.
Até isto procede de Ado-nai dos Exércitos; porque é maravilhoso em conselho e grande em obra.