Neviim — leitura cabalística
ישעיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
E aconteceu no ano décimo quarto do rei Chizkiyahu que Sancherib, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortificadas de Yehudá, e as tomou.
Então o rei da Assíria enviou a Ravshakeh, de Lakish a Jerusalém, ao rei Chizkiyahu com um grande exército; e parou junto ao aqueduto da piscina superior, junto ao caminho do campo do lavandeiro.
Então saíram a ele Elyakim, filho de Hilkyahu, o mordomo, e Shevná, o escrivão, e Yoach, filho de Asaf, o cronista.
E Ravshakeh lhes disse: Ora dizei a Chizkiyahu: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é esta, em que confias?
Bem posso eu dizer (porém palavra de lábios é): Há conselho e poder para a guerra. Em quem, pois, agora confias, visto que rebelas contra mim?
Eis que confias no bordão dessa cana quebrada, no Egito, na qual se alguém se encostar, entrar-lhe-á pela mão, e a furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.
Mas se me disseres: Confiamos em Ado-nai nosso Deus; porventura não é este aquele cujos altos e cujos altares Chizkiyahu tirou, e disse a Yehudá e a Jerusalém: Perante este altar adorareis?
Ora, pois, dá agora reféns ao meu senhor, o rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se de tua parte achares cavaleiros para os montar.
Como, pois, farias virar o rosto de um só capitão dos menores servos do meu senhor? E confias no Egito por causa dos carros e cavaleiros?
Agora, pois, subi eu porventura sem Ado-nai contra esta terra para destruí-la? Ado-nai mesmo me disse: Sobe contra esta terra, e destrói-a.
Então disseram Elyakim, e Shevná e Yoach a Ravshakeh: Pedimos-te que fales aos teus servos em siríaco, porque bem o entendemos, e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está sobre o muro.
Mas Ravshakeh disse: Porventura mandou-me o meu senhor só ao teu senhor e a ti, para falar estas palavras? E não antes aos homens, que estão assentados sobre o muro, para que juntamente convosco comam o seu próprio excremento, e bebam a sua própria urina?
Então Ravshakeh se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, do rei da Assíria.
Assim diz o rei: Não vos engane Chizkiyahu; porque não vos poderá livrar.
Nem tampouco vos faça Chizkiyahu confiar em Ado-nai, dizendo: Certamente nos livrará Ado-nai, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
Não deis ouvidos a Chizkiyahu; porque assim diz o rei da Assíria: Fazei comigo um tratado de paz, e saí a mim, e comei cada um da sua vide, e da sua figueira, e bebei cada um da água da sua cisterna.
Até que eu venha, e vos leve para uma terra como a vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas.
Não vos engane, pois, Chizkiyahu, dizendo: Ado-nai nos livrará. Porventura os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria?
Onde estão os deuses de Chamat e de Arpad? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Porventura livraram a Shomron das minhas mãos?
Quais são, dentre todos os deuses destas terras, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que Ado-nai livrasse a Jerusalém das minhas mãos?
Eles, porém, se calaram, e não lhe responderam nem uma palavra; porque havia mandado do rei, dizendo: Não lhe respondereis.
Então Elyakim, filho de Hilkyahu, o mordomo, e Shevná, o escrivão, e Yoach, filho de Asaf, o cronista, vieram a Chizkiyahu com as vestes rasgadas, e lhe fizeram saber as palavras de Ravshakeh.