Neviim — leitura cabalística
ירמיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Disse-me, porém, Ado-nai: Ainda que Moshê e Shemuel se pusessem diante de mim, não seria a minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam.
E será que, quando te disserem: Para onde sairemos? Dir-lhes-ás: Assim diz Ado-nai: O que para a morte, para a morte; e o que para a espada, para a espada; e o que para a fome, para a fome; e o que para o cativeiro, para o cativeiro.
Porque os visitarei com quatro gêneros de castigos, diz Ado-nai: com espada para matar, e com cães, para os arrastarem, e com as aves dos céus, e os animais da terra, para os devorarem e destruírem.
Entregá-los-ei ao desterro em todos os reinos da terra, por causa de Menasshê, filho de Chizkiyahu, rei de Yehudá, por causa do que fez em Jerusalém.
Pois quem se compadeceria de ti, ó Jerusalém? Ou quem se entristeceria por ti? Ou quem se desviaria a perguntar pela tua paz?
Tu me deixaste, diz Ado-nai, e tornaste-te para trás; por isso estenderei a minha mão contra ti, e te destruirei; já estou cansado de me arrepender.
E padejei-os com a pá nas portas da terra; desfilhei e destruí o meu povo; não voltaram dos seus caminhos.
As suas viúvas mais se me têm multiplicado do que a areia dos mares; trouxe ao meio-dia um destruidor sobre a mãe dos jovens; fiz que caísse de repente sobre ela, e enchesse a cidade de terrores.
A que dava à luz sete tornou-se débil; expirou a sua alma; pôs-se-lhe o sol estando ainda de dia; foi confundida e envergonhada; e o que ficar dela entregarei à espada, diante dos seus inimigos, diz Ado-nai.
Ai de mim, minha mãe! Por que me deste à luz, homem de rixas e homem de contendas para toda a terra? Nunca lhes emprestei com usura, nem eles me emprestaram a mim com usura, contudo cada um deles me amaldiçoa.
Disse Ado-nai: Certamente eu te deixarei para o bem; certamente farei que o inimigo te suplique no tempo do mal e no tempo da angústia.
Pode alguém quebrar o ferro, o ferro do norte, ou o bronze?
A tua riqueza e os teus tesouros entregarei sem preço ao saque; e isso por todos os teus pecados, mesmo em todos os teus limites.
E far-te-ei passar com os teus inimigos para uma terra que não conheces; porque o fogo se acendeu em minha ira, e sobre vós arderá.
Tu, ó Ado-nai, o sabes; lembra-te de mim, e visita-me, e vinga-me dos meus perseguidores; não me arrebates por causa da tua longanimidade; sabe que por amor de ti tenho sofrido afrontas.
Achadas as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração, porque pelo teu nome me chamo, ó Ado-nai Deus dos Exércitos.
Nunca me assentei no congresso dos zombadores, nem com eles me regozijei; por causa da tua mão me assentei solitário, pois me encheste de indignação.
Por que dura a minha dor continuamente, e a minha ferida me dói, e já não admite cura? Serás tu para mim como ilusório engano, como águas inconstantes?
Portanto assim diz Ado-nai: Se tu voltares, então te farei voltar, e estarás diante da minha face; e se apartares o precioso do vil, serás a minha boca; tornem-se eles a ti, mas não voltes tu a eles.
Eu te porei contra este povo como forte muro de bronze; e pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo para te salvar, para te livrar deles, diz Ado-nai.
E arrebatar-te-ei da mão dos malignos, e livrar-te-ei da mão dos fortes.