Neviim — leitura cabalística
ירמיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
A palavra de Ado-nai, que veio a Yirmeyahu, acerca da grande seca:
Anda chorando Yehudá, e as suas portas estão enfraquecidas; andam de luto até ao chão; e o clamor de Jerusalém vai subindo.
E os seus mais ilustres mandam os mais pequenos buscar água; vão aos poços, e não acham água; voltam com os seus vasos vazios; envergonham-se e confundem-se, e cobrem as suas cabeças.
Por causa da terra que se fendeu, porque não há chuva sobre a terra, os lavradores se envergonham e cobrem as suas cabeças.
Pois até as cervas no campo dão à luz e abandonam, porque não há erva.
E os jumentos monteses se põem nos altos, sorvem o vento como chacais; desfalecem os seus olhos, porquanto não há erva.
Ainda que as nossas maldades testificam contra nós, ó Ado-nai, opera por amor do teu nome; porque as nossas rebeldias se multiplicaram; contra ti pecamos.
Ó Esperança de Israel, e Redentor seu no tempo da angústia! Por que serias como um estrangeiro na terra, e como o viajante que se desvia para passar a noite?
Por que serias como homem cansado, como valoroso que não pode salvar? Mas tu estás no meio de nós, ó Ado-nai, e nós somos chamados pelo teu nome; não nos desampares.
Assim diz Ado-nai sobre este povo: Pois que tanto gostaram de vaguear, e não retiveram os seus pés, por isso Ado-nai não se agrada deles, mas agora se lembrará da iniquidade deles, e visitará os seus pecados.
Disse-me ainda Ado-nai: Não rogues por este povo para o bem.
Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor, e quando oferecerem holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei deles; antes eu os consumirei pela espada, e pela fome e pela peste.
Então disse eu: Ah Senhor Ado-nai! Eis que os profetas lhes dizem: Não vereis espada, e não tereis fome; antes vos darei paz verdadeira neste lugar.
E disse-me Ado-nai: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam.
Portanto assim diz Ado-nai acerca dos profetas que profetizam em meu nome, sem que eu os tenha mandado, e contudo dizem: Nem espada nem fome haverá nesta terra. À espada e à fome serão consumidos esses profetas.
E o povo a quem eles profetizam será lançado nas ruas de Jerusalém, por causa da fome e da espada; e não haverá quem o sepulte, tanto a ele, como a suas mulheres, e a seus filhos e a suas filhas; assim derramarei sobre eles a sua maldade.
Portanto lhes dirás esta palavra: Os meus olhos derramem lágrimas de noite e de dia, e não cessem; porque a virgem filha do meu povo está quebrantada de grande quebrantamento, de chaga mui dolorosa.
Se eu saio ao campo, eis aí os mortos à espada, e, se entro na cidade, eis aí os debilitados pela fome; e até os profetas e os sacerdotes vagueiam pela terra, e nada sabem.
Porventura já de todo rejeitaste a Yehudá? Ou aborrece a tua alma a Tzion? Por que nos feriste de tal modo que já não há cura para nós? Aguarda-se a paz, e nada há de bom; e o tempo da cura, e eis o terror.
Ah, Ado-nai! Conhecemos a nossa impiedade e a maldade de nossos pais; porque pecamos contra ti.
Não nos rejeites por amor do teu nome; não abatas o trono da tua glória; lembra-te, e não anules o teu concerto conosco.
Porventura há, entre as vaidades dos gentios, alguém que faça chover? Ou podem os céus dar chuvas? Não és tu, ó Ado-nai nosso Deus? Portanto em ti esperaremos, pois tu fazes todas estas coisas.