Neviim — leitura cabalística
ירמיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Assim me disse Ado-nai: Vai, e compra-te um cinto de linho, e põe-no sobre os teus lombos, mas não o metas na água.
E comprei o cinto, conforme a palavra de Ado-nai, e o pus sobre os meus lombos.
Então me veio a palavra de Ado-nai segunda vez, dizendo:
Toma o cinto que compraste, que está sobre os teus lombos, e levanta-te, vai ao Eufrates, e esconde-o ali na fenda de uma rocha.
Fui, pois, e escondi-o junto ao Eufrates, como Ado-nai me havia ordenado.
E sucedeu, ao fim de muitos dias, que me disse Ado-nai: Levanta-te, vai ao Eufrates, e toma dali o cinto que te ordenei que escondesses ali.
E fui ao Eufrates, e cavei, e tomei o cinto do lugar onde o tinha escondido; e eis que o cinto estava apodrecido, e para nada prestava.
Então veio a mim a palavra de Ado-nai, dizendo:
Assim diz Ado-nai: Assim farei apodrecer a soberba de Yehudá, e a muita soberba de Jerusalém.
Este povo maligno, que recusa ouvir as minhas palavras, que caminha segundo o propósito do seu coração, e que anda após deuses estranhos, para servi-los, e para inclinar-se diante deles, será tal como este cinto, que para nada presta.
Porque, como se liga o cinto aos lombos do homem, assim eu liguei a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Yehudá, diz Ado-nai, para me serem por povo, e por nome, e por louvor, e por glória; mas não deram ouvidos.
Pelo que dize-lhes esta palavra: Assim diz Ado-nai Deus de Israel: Todo o odre se encherá de vinho. Eles te dirão: Porventura não sabemos nós muito bem que todo o odre se encherá de vinho?
Então tu lhes dirás: Assim diz Ado-nai: Eis que eu encherei de embriaguez a todos os habitantes desta terra, e os reis que se assentam no trono de David, e os sacerdotes e os profetas, e a todos os habitantes de Jerusalém.
E fá-los-ei em pedaços uns contra os outros, e juntamente os pais com os filhos, diz Ado-nai; não perdoarei, nem pouparei, nem terei deles compaixão, para que os não destrua.
Escutai, e prestai os ouvidos; não vos ensoberbeçais, porque Ado-nai falou.
Dai glória a Ado-nai vosso Deus, antes que ele faça vir as trevas, e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte, e a reduza à escuridão.
Mas se isto não ouvirdes, a minha alma chorará em lugares ocultos, por causa da vossa soberba; e amargamente chorarão os meus olhos, e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho de Ado-nai foi levado cativo.
Dize ao rei e à rainha: Humilhai-vos, e assentai-vos no chão; porque já caiu todo o ornamento de vossas cabeças, a coroa da vossa glória.
As cidades do sul estão fechadas, e ninguém há que as abra; todo Yehudá foi levado cativo, todo inteiramente foi levado cativo.
Levantai os vossos olhos, e vede os que vêm do norte; onde está o rebanho que se te deu, o teu lindo rebanho?
Que dirás, quando ele te castigar? Pois tu mesmo ensinaste contra ti os teus inimigos para serem por príncipes em sobre ti; porventura não te tomarão as dores, como à mulher que está de parto?
Quando, pois, disseres no teu coração: Por que me sobrevieram estas coisas? Por causa da multidão das tuas maldades se levantaram as fraldas das tuas vestes, e os teus calcanhares sofrem violência.
Porventura pode o cushita mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Assim podereis fazer o bem, vós que estais ensinados a fazer o mal.
Pelo que os espalharei como o restolho que passa, arrebatado pelo vento do deserto.
Esta é a tua sorte, a porção das tuas medidas que te dou de mim, diz Ado-nai; porque te esqueceste de mim, e confiaste em mentiras.
Assim também eu levantarei as tuas fraldas sobre o teu rosto; e aparecerá a tua ignomínia.
Os teus adultérios, e os teus rinchos, e a maldade da tua prostituição, sobre os outeiros do campo; eu vi as tuas abominações. Ai de ti, Jerusalém! Não te purificarás, nunca mais? Quando, pois, ainda?