Neviim — leitura cabalística
ירמיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Se voltares, ó Israel, diz Ado-nai, volta para mim; e se tirares as tuas abominações de diante de mim, não andarás mais vagueando.
E jurarás, pela vida de Ado-nai, em verdade, em juízo, e em justiça; e nele se bendirão as nações, e nele se gloriarão.
Porque assim diz Ado-nai aos homens de Yehudá e a Jerusalém: Lavrai o vosso terreno alqueivado, e não semeeis entre espinhos.
Circuncidai-vos a Ado-nai, e tirai os prepúcios do vosso coração, ó homens de Yehudá e habitantes de Jerusalém, para que o meu furor não venha a sair como fogo, e arda sem que ninguém o possa apagar, por causa da maldade das vossas obras.
Anunciai em Yehudá, e fazei ouvir em Jerusalém, e dizei: Tocai a trombeta na terra; clamai em alta voz, dizendo: Ajuntai-vos, e entremos nas cidades fortes.
Arvorai um estandarte para Tzion; fugi, e não pareis; porque eu trago um mal do norte, e uma grande destruição.
Já um leão sobe da sua ramada, e um destruidor das nações; ele já partiu, e saiu do seu lugar para fazer da tua terra uma desolação, a fim de que as tuas cidades sejam destruídas, e ninguém habite nelas.
Por isso cingi-vos de cilícios, lamentai e uivai; porque o ardor da ira de Ado-nai não se desviou de nós.
E sucederá naquele dia, diz Ado-nai, que perecerá o coração do rei e o coração dos príncipes; os sacerdotes pasmarão, e os profetas se maravilharão.
Então disse eu: Ah Senhor Ado-nai! Verdadeiramente trouxeste grande ilusão a este povo e a Jerusalém, dizendo: Tereis paz; entretanto a espada penetra-lhe até à alma.
Naquele tempo se dirá a este povo e a Jerusalém: Um vento seco das alturas do deserto veio ao caminho da filha do meu povo, não para padejar nem para alimpar;
Vento mais cheio do que estes virá de mim; agora também eu pronunciarei juízos contra eles.
Eis que ele vem subindo como nuvens, e os seus carros como o redemoinho; os seus cavalos são mais ligeiros do que as águias; ai de nós, porque somos assolados!
Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva; até quando permanecerão em ti os teus maus pensamentos?
Porque uma voz anuncia desde Dan, e proclama a calamidade desde o monte de Efrayim.
Lembrai isto às nações; eis fazei-o ouvir contra Jerusalém: Vigias vêm de uma terra remota, e levantarão a voz contra as cidades de Yehudá.
Como guardas de campo se puseram contra ela ao redor; porquanto ela se rebelou contra mim, diz Ado-nai.
O teu caminho e as tuas obras te fizeram estas coisas; esta é a tua maldade, pois é amarga, e penetra até ao teu coração.
Ah, entranhas minhas, entranhas minhas! Estou com dores no meu coração! O meu coração se aflige em mim. Não posso me calar; porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta, e o alarido da guerra.
Destruição sobre destruição se apregoa; porque já toda a terra está destruída; de repente foram destruídas as minhas tendas, e as minhas cortinas num momento.
Até quando verei o estandarte, e ouvirei a voz da trombeta?
Deveras o meu povo está louco, já me não conhece; são filhos néscios, e não entendidos; sábios são para o mal, mas para o bem nada sabem.
Observei a terra, e eis que estava assolada e vazia; também os céus, e não tinham a sua luz.
Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam.
Observei, e eis que não havia homem algum, e todas as aves do céu tinham fugido.
Vi também que o campo fértil era um deserto, e todas as suas cidades estavam derrubadas diante de Ado-nai, diante do furor da sua ira.
Porque assim diz Ado-nai: Toda esta terra será assolada; de todo, porém, não a consumirei.
Por isso lamentará a terra, e os céus em cima se enegrecerão; porquanto assim o disse, assim o propus, e não me arrependi, nem me desviarei disso.
Por causa do estrondo dos cavaleiros e dos flecheiros fogem todas as cidades; entram pelas brenhas, e trepam pelos penhascos; todas as cidades estão desamparadas, e ninguém habita nelas.
E, tu, ó assolada, que farás? Embora te vistas de carmesim, te enfeites com adornos de ouro, e aumentes os teus olhos com antimônio, debalde te farias bela; os amantes te desprezam, e procuram tirar-te a vida.
Porque ouvi uma voz, como de mulher que está de parto, uma angústia como de primípara; a voz da filha de Tzion, ofegante, que estende as suas mãos, dizendo: Ai de mim agora, porque a minha alma desfalece por causa dos assassinos.