Neviim — leitura cabalística
ירמיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Naquele tempo, diz Ado-nai, tirarão das suas sepulturas os ossos dos reis de Yehudá, e os ossos dos seus príncipes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos profetas, e os ossos dos habitantes de Jerusalém;
E expô-los-ão ao sol, e à lua, e a todo o exército dos céus, a quem tinham amado, e a quem tinham servido, e após quem tinham ido, e a quem tinham buscado e diante de quem se tinham prostrado; não serão recolhidos nem sepultados; serão por esterco sobre a face da terra.
E será escolhida antes a morte do que a vida por todos os mais que ficarem desta raça maligna, em todos os lugares dos que ficaram, para onde os arrojei, diz Ado-nai dos Exércitos.
Dize-lhes mais: Assim diz Ado-nai: Porventura cairão e não se levantarão? Desviar-se-ão, e não voltarão?
Por que, pois, se desvia este povo de Jerusalém com uma apostasia contínua? Retém o engano, não quer voltar.
Eu escutei e ouvi; não falam o que é reto, ninguém há que se arrependa da sua malícia, dizendo: Que fiz eu? Cada um se volta para a sua carreira, como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha.
Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, e o grou, e a andorinha observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo de Ado-nai.
Como, pois, dizeis: Nós somos sábios, e a lei de Ado-nai está conosco? Eis que em vão tem trabalhado a falsa pena dos escribas.
Os sábios são envergonhados, atemorizados, e presos; eis que rejeitaram a palavra de Ado-nai; que sabedoria, pois, eles têm?
Portanto, darei suas mulheres a outros, e os seus campos aos que tomarem posse deles; porque desde o menor até ao maior, cada um deles se dá à avareza; desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade.
E curam a quebradura da filha do meu povo levianamente, dizendo: Paz, paz, quando não há paz.
Porventura envergonham-se de fazerem abominação? Não, de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem; e tropeçarão no tempo da sua punição, diz Ado-nai.
Certamente os consumirei, diz Ado-nai; já não há uvas na vide, nem figos na figueira, e até a folha cairá; e o que lhes dei passará deles.
Por que nos assentamos ainda? Reuni-vos e entremos nas cidades fortes, e ali pereçamos; pois já Ado-nai nosso Deus nos fez perecer, e nos deu a beber água de fel; porquanto pecamos contra Ado-nai.
Esperamos a paz, e não há bem; o tempo da cura, e eis o terror.
Já desde Dan se ouve o resfolegar dos seus cavalos; ao rincho dos seus garanhões tremeu toda a terra; e vieram e consumiram a terra, e a sua plenitude, a cidade e os que habitam nela.
Porque, eis que envio entre vós serpentes e basiliscos, contra os quais não há encantamento; e vos morderão, diz Ado-nai.
Oh! Se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece em mim.
Eis a voz do clamor da filha do meu povo de terra mui remota; porventura não está Ado-nai em Tzion? Não está nela o seu Rei? Por que me provocaram à ira com as suas imagens de escultura, com vaidades estranhas?
Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.
Pela quebradura da filha do meu povo estou eu quebrantado; ando de luto, espanto se apoderou de mim.
Porventura não há bálsamo em Gilead? Ou não se acha lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?
Prouvera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos numa fonte de lágrimas, para chorar de dia e de noite os mortos da filha do meu povo!