Ketuvim — leitura cabalística
איוב
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação.
Sai como a flor, e é cortado; foge também como a sombra, e não permanece.
E sobre este tal abres os teus olhos, e a mim me fazes entrar no juízo contigo.
Quem do imundo tirará o puro? Ninguém.
Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses, e tu lhe puseste limites, e não passará além deles.
Desvia-te dele, para que tenha repouso, até que, como o jornaleiro, tenha contentamento no seu dia.
Pois há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.
Se envelhecer na terra a sua raiz, e morrer o seu tronco no pó,
Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta.
Mas, morto o homem, é consumido; e dado o último alento, então onde está?
Como as águas se retiram do mar, e o rio se esgota, e fica seco,
Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus não acordará, nem se erguerá de seu sono.
Tomara que me escondesses no Sheol, e me ocultasses até que a tua ira se desviasse, e me pusesses um limite, e te lembrasses de mim!
Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias do meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança.
Chamar-me-ias, e eu te responderia, e terias afeição à obra de tuas mãos.
Mas agora contas os meus passos, porventura não vigias sobre o meu pecado?
A minha transgressão está selada num saco, e amontoas as minhas iniquidades.
E, na verdade, caindo a montanha, desfaz-se, e a rocha se remove do seu lugar.
As águas gastam as pedras, as cheias afogam o pó da terra, e tu fazes perecer a esperança do homem.
Tu prevaleces sempre contra ele, e ele passa, mudas o seu rosto, e o despedes.
Os seus filhos recebem honras, sem que ele o saiba, ou são humilhados, sem que ele o perceba.
Mas a sua carne nele tem dores, e a sua alma nele lamenta.