Ketuvim — leitura cabalística
איכה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Lembra-te, Ado-nai, do que nos tem sucedido; considera, e olha o nosso opróbrio.
A nossa herdade passou a estrangeiros, e as nossas casas a forasteiros.
Órfãos somos, sem pai, nossas mães são como viúvas.
A nossa água a dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha.
Padecemos perseguição sobre os nossos pescoços, estamos cansados, e não temos descanso.
Aos egípcios estendemos as mãos, e aos assírios, para nos fartarem de pão.
Nossos pais pecaram, e já não existem, e nós levamos as suas maldades.
Servos dominam sobre nós, ninguém há que nos livre da sua mão.
Com perigo de nossas vidas trazemos o nosso pão, por causa da espada do deserto.
Nossa pele se enegreceu como um forno, por causa do ardor da fome.
Forçaram as mulheres em Tzion, as virgens nas cidades de Yehudah.
Os príncipes foram enforcados pelas mãos deles; as faces dos velhos não foram reverenciadas.
Os jovens levaram a mó, os meninos tropeçaram debaixo da carga de lenha.
Os anciãos cessaram de se assentarem à porta, os jovens da sua música.
Cessou o gozo de nosso coração, converteu-se em lamentação a nossa dança.
Já caiu a coroa da nossa cabeça, ai agora de nós, porque pecamos.
Por isto desfaleceu o nosso coração, por isto se escureceram os nossos olhos.
Pelo monte de Tzion, que está assolado, as raposas andam por ele.
Mas tu, Ado-nai, permaneces eternamente, e o teu trono de geração em geração.
Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo?
Converte-nos a ti, ó Ado-nai, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.
Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias contra nós em tão grande maneira?