Neviim — leitura cabalística
מיכה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Ai de mim! porque sou como quando se tem colhido os frutos do verão, como uvas rabiscadas da vindima; não há cacho de uvas para comer, nem figos temporãos que a minha alma deseja.
Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja reto; todos armam ciladas para sangue; caçam com rede cada um a seu irmão.
As suas mãos fazem diligentemente o mal; o príncipe exige, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e a entretecem.
O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que uma sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio a tua punição; agora será a sua confusão.
Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.
Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra a sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.
Eu, porém, esperarei em Ado-nai; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.
Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, Ado-nai será a minha luz.
Sofrerei a ira de Ado-nai, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa, e execute o meu juízo; ele me trará para a luz, e eu verei a sua justiça.
E a minha inimiga verá isso, e cobri-la-á a vergonha, ela que me disse: Onde está Ado-nai teu Deus? Os meus olhos a contemplarão; agora será pisada como a lama das ruas.
No dia em que reedificar os teus muros, nesse dia será afastado o estatuto.
Naquele dia virão a ti, desde a Assíria até às cidades fortes, e das fortalezas até ao rio, e do mar até ao mar, e da montanha até à montanha.
Mas esta terra será posta em desolação, por causa dos seus moradores, por causa do fruto das suas obras.
Apascenta o teu povo com a tua vara, o rebanho da tua herança, que mora só no bosque, no meio do Carmel; apascentem-se em Bashan e Gilead, como nos dias da antiguidade.
Eu lhes mostrarei maravilhas, como nos dias da tua saída da terra do Egito.
As nações o verão, e envergonhar-se-ão, por causa de todo o seu poder; porão a mão sobre a boca, e os seus ouvidos ficarão surdos.
Lamberão o pó como serpentes; como uns répteis da terra, tremendo, sairão dos seus esconderijos; com pavor virão a Ado-nai nosso Deus, e terão medo de ti.
Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniquidade, e que se esquece da transgressão do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade.
Tornará a apiedar-se de nós; pisará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar.
Darás a fidelidade a Yaakov, e a benignidade a Avraham, como juraste a nossos pais desde os dias antigos.