Ketuvim — leitura cabalística
נחמיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Sucedeu pois no mês de Nissan, no ano vigésimo do rei Artachshasta, quando estava posto vinho diante dele, que eu tomei o vinho, e o dei ao rei. Ora, eu nunca tinha estado triste diante dele.
E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração. Então temi muito em grande maneira.
E disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas pelo fogo?
E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao Deus dos céus,
E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo tem achado graça perante ti, peço-te que me envies a Yehudah, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique.
Então o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto tempo durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu certo tempo.
Disse mais ao rei: Se é do agrado do rei, deem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me deixem passar até que eu chegue a Yehudah.
Como também uma carta para Asaf, guarda do jardim do rei, para que me dê madeira para as portas do palácio que pertence à casa, e para o muro da cidade, e para a casa em que eu houver de entrar. E o rei mas deu, segundo a boa mão de Deus sobre mim.
Então vim aos governadores dalém do rio, e dei-lhes as cartas do rei, e o rei tinha enviado comigo capitães do exército e cavaleiros.
O que ouvindo Sanvalat, o horonita, e Toviyah, o servo amonita, lhes desagradou com grande desagrado que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel.
E cheguei a Yerushalayim, e estive ali três dias.
Então de noite me levantei, eu e poucos homens comigo, e não declarei a ninguém o que o meu Deus me pôs no coração para fazer em Yerushalayim. E não havia comigo animal algum, senão aquele em que estava montado.
E de noite saí pela porta do vale, e para a banda da fonte do dragão, e para a porta do esterco, e contemplei os muros de Yerushalayim, que estavam derribados, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo.
E passei à porta da fonte, e ao tanque do rei, mas não havia lugar por onde pudesse passar a cavalgadura debaixo de mim.
Então subi de noite pelo ribeiro, e contemplei o muro, e voltei, e entrei pela porta do vale, e assim voltei.
E não souberam os magistrados aonde eu fora nem o que eu fazia, porque ainda nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos demais que faziam a obra, até então tinha declarado coisa alguma.
Então lhes disse: Vós vedes a miséria em que estamos, que Yerushalayim está assolada, e que as suas portas têm sido queimadas a fogo, vinde, pois, e edifiquemos o muro de Yerushalayim, e não estejamos mais em vergonha.
Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, e bem como as palavras do rei, que ele me tinha dito; então disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem.
O que ouvindo Sanvalat, o horonita, e Toviyah, o servo amonita, e Geshem, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?
Então lhes respondi, e lhes disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar, e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos, mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Yerushalayim.