Ketuvim — leitura cabalística
נחמיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
E no dia vinte e quatro deste mês ajuntaram-se os filhos de Israel com jejum, e com sacos, e traziam terra sobre si.
E a descendência de Israel se apartou de todos os estranhos, e puseram-se em pé, e fizeram confissão dos seus pecados e das iniquidades de seus pais.
Levantando-se, pois, no seu posto, leram no livro da lei de Ado-nai, seu Deus, uma quarta parte do dia, e na outra quarta parte fizeram confissão e adoraram a Ado-nai, seu Deus.
E Yeshua, Bani, Kadmiel, Shevanyah, Buni, Sherevyah, Bani e Chenani se puseram em pé no lugar alto dos levitas, e clamaram em alta voz a Ado-nai, seu Deus.
E os levitas Yeshua, Kadmiel, Bani, Chashavnyah, Sherevyah, Hodyah, Shevanyah, Petachyah disseram: Levantai-vos, bendizei a Ado-nai vosso Deus, da eternidade até à eternidade, e bendiga-se o nome da tua glória, que está exaltado sobre toda a bênção e louvor.
Tu só és Ado-nai, tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas em vida a todos, e o exército dos céus te adora.
Tu és, ó Ado-nai, o Deus, que elegeste a Avram, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Avraham.
E achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele o concerto, que lhe darias a terra dos cananitas, dos hititas, dos amorreus, e dos perizitas, e dos jebuseus, e dos guirgaseus, para a dares à sua descendência, e cumpriste as tuas palavras, porque és justo.
E viste a aflição de nossos pais no Mitzrayim, e ouviste o seu clamor junto ao mar Suf.
E mostraste sinais e prodígios a Faraó, e a todos os seus servos, e a todo o povo da sua terra, porque soubeste que soberbamente os trataram, e fizeste-te um nome, como hoje se vê.
E o mar fendeste perante eles, e passaram pelo meio do mar, em seco, e lançaste os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra nas águas violentas.
E os guiaste de dia por uma coluna de nuvem, e de noite por uma coluna de fogo, para os alumiares no caminho por onde haviam de ir.
E sobre o monte Sinai desceste, e falaste com eles desde os céus, e deste-lhes juízos retos, e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons.
E o teu santo Shabbat lhes fizeste saber, e lhes deste mandamentos, e estatutos, e leis, pelo ministério de Moshê teu servo.
E pão dos céus lhes deste na sua fome, e água da rocha lhes produziste na sua sede, e disseste-lhes que entrassem para possuírem a terra pela qual alçaste a tua mão, que lha havias de dar.
Porém eles, isto é, nossos pais, se houveram soberbamente, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos.
E recusaram ouvir-te, e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste, mas endureceram a sua cerviz, e na sua rebelião levantaram um chefe, a fim de voltarem para a sua servidão, porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência, contudo não os desamparaste.
Ainda mais, fizeram para si um bezerro de fundição, e disseram: Este é o teu Deus, que te tirou do Mitzrayim, e cometeram grandes blasfêmias.
Todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os deixaste no deserto, a coluna de nuvem nunca deles se apartou de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para os alumiar, e o caminho por onde haviam de ir.
E deste o teu bom espírito, para os ensinar, e o teu maná não retiraste da sua boca, e água lhes deste na sua sede.
Desta sorte os sustentaste quarenta anos no deserto, falta nenhuma tiveram, as suas vestes não envelheceram, e os seus pés não se incharam.
Também lhes deste reinos e povos, e os repartiste em porções, assim possuíram a terra de Sichon, e a terra do rei de Cheshbon, e a terra de Og, rei de Bashan.
E multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu, e trouxeste-os à terra de que tinhas dito a seus pais que entrariam nela para a possuírem.
Assim entraram nela os filhos, e tomaram aquela terra em posse, e abateste perante eles os moradores da terra, os cananeus, e lhos entregaste nas suas mãos, como também os seus reis, e os povos da terra, para fazerem deles conforme à sua vontade.
E tomaram cidades fortificadas e terra grossa, e possuíram casas cheias de toda a fartura, cisternas cavadas, vinhas e olivais, e árvores frutíferas em abundância, e comeram, e se fartaram, e engordaram, e viveram em delícias, pela tua grande bondade.
Porém se rebelaram, e se levantaram contra ti, e lançaram a tua lei para trás das suas costas, e mataram os teus profetas, que protestavam contra eles, para que tornassem para ti, assim cometeram grandes blasfêmias.
Pelo que os entregaste nas mãos dos seus angustiadores, que os angustiaram, mas no tempo de sua angústia, clamando a ti, desde os céus tu ouviste, e segundo a tua grande misericórdia lhes deste libertadores que os libertaram das mãos dos seus angustiadores.
Mas em tendo repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti, e tu os deixavas nas mãos dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles, mas convertendo-se eles, e clamando a ti, tu os ouviste desde os céus, e segundo a tua misericórdia muitas vezes os livraste.
E protestaste contra eles, para os fazeres voltar à tua lei, porém eles se houveram soberbamente, e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos pelos quais o homem que os cumprir viverá, e te deram o ombro rebelde, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos.
Porém ainda muitos anos os suportaste, e protestaste contra eles pelo teu Espírito, pelo ministério dos teus profetas, mas eles não deram ouvidos, por isso os entregaste nas mãos dos povos das terras.
Mas pela tua grande misericórdia os não destruíste nem desamparaste, porque és um Deus clemente e misericordioso.
Agora, pois, ó Deus nosso, ó Deus grande, poderoso e terrível, que guardas o concerto e a beneficência, não tenhas em pouca conta todo o trabalho que nos alcançou a nós, a nossos reis, a nossos príncipes, e a nossos sacerdotes, e a nossos profetas, e a nossos pais, e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje.
Porém tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós, porque tu tens agido fielmente, e nós temos agido impiamente.
E os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes, e os nossos pais não guardaram a tua lei, nem deram ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, com que protestaste contra eles.
Porque eles nem no seu reino, nem na muita abundância de bens que lhes deste, nem na terra espaçosa e gorda que deste perante eles, te serviram, nem se converteram de suas más obras.
Eis que hoje somos servos, e até na terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos servos nela.
E ela multiplica os seus produtos para os reis, que sobre nós puseste, por causa dos nossos pecados, e conforme à sua vontade dominam sobre os nossos corpos e sobre os nossos animais, e estamos em grande angústia.