Ketuvim — leitura cabalística
משלי
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Busca coisas desejáveis aquele que se separa, ele se entremete em todo o assunto.
Não toma prazer o tolo no entendimento, senão em que se descubra o seu coração.
Vindo o ímpio, vem também o desprezo, e com a vergonha a afronta.
Águas profundas são as palavras da boca do homem, e ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria.
Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio, para se desviar do justo no juízo.
Os lábios do tolo entram na contenda, e a sua boca por açoites clama.
A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma.
As palavras do difamador são como doces bocados, e elas descem ao íntimo do ventre.
Também o negligente na sua obra é irmão do desperdiçador.
Torre forte é o nome de Ado-nai, à qual o justo se acolhe e está seguro.
A fazenda do rico é a sua cidade forte, e como um muro alto na sua imaginação.
Antes da ruína se eleva o coração do homem, e diante da honra vai a humildade.
O que dá resposta antes de ouvir, estultícia lhe é, e vergonha.
O espírito do homem o sustentará na sua enfermidade, mas ao espírito abatido quem o levantará?
O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca o conhecimento.
O presente do homem alarga-lhe o caminho e leva-o à presença dos grandes.
O que primeiro começa o seu pleito parece justo, mas vem o seu próximo, e o examina.
A sorte faz cessar os pleitos, e faz separação entre os poderosos.
O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte, e as contendas são como ferrolhos dum palácio.
Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre, dos renovos dos seus lábios se fartará.
A morte e a vida estão no poder da língua, e o que a ama comerá do seu fruto.
O que acha mulher acha o bem, e alcança a benevolência de Ado-nai.
O pobre fala com rogos, mas o rico responde com durezas.
O homem que tem muitos amigos sai perdendo, mas há amigo mais chegado do que um irmão.