Ketuvim — leitura cabalística
משלי
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão de Ado-nai; ele o inclina a todo o seu querer.
Todo o caminho do homem é reto aos seus olhos, mas Ado-nai sonda os corações.
Fazer justiça e juízo é mais aceito a Ado-nai do que lhe oferecer sacrifício.
Olhos altivos, e coração orgulhoso, e a lavoura dos ímpios é pecado.
Os pensamentos do diligente tendem só à abundância, mas todo o apressado tende só à pobreza.
Trabalhar por ajuntar tesouro com língua falsa é vaidade impelida daqueles que buscam a morte.
As rapinas dos ímpios os destruirão, porquanto recusam fazer o que é reto.
Tortuoso é o caminho do homem todo perverso, mas, quanto ao puro, a sua obra é reta.
Melhor é morar num canto do eirado, do que com a mulher contenciosa, em casa esplêndida.
A alma do ímpio deseja o mal, o seu próximo não agrada aos seus olhos.
Castigando-se o escarnecedor, o símplice se torna sábio, e ensinando-se ao sábio, recebe o conhecimento.
Atentamente considera o justo a casa do ímpio, para precipitar os ímpios no mal.
O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele também clamará e não será ouvido.
A dádiva em segredo aplaca a ira, e o presente no seio a grande indignação.
Para o justo é alegria fazer juízo, mas é espanto para os que praticam a iniquidade.
O homem que anda errado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará.
Necessidade padecerá o que ama a galhofa, o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá.
O resgate do justo é o ímpio, o do reto o iníquo.
Melhor é morar numa terra deserta, do que com a mulher contenciosa e irada.
Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os devora.
O que segue a justiça e a beneficência achará a vida, a justiça e a honra.
À cidade dos fortes sobe o sábio, e derruba a força em que ela confia.
O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda a sua alma das angústias.
O soberbo e presumido, zombador é seu nome, ele procede com indignação e soberba.
O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.
Todo o dia avidamente cobiça, mas o justo dá, e nada retém.
O sacrifício dos ímpios é abominação, quanto mais oferecendo-o com intenção maligna!
A testemunha mentirosa perecerá, mas o homem que ouve falará sem ser contestado.
O homem ímpio endurece o seu rosto, mas o reto considera o seu caminho.
Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra Ado-nai.
O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas de Ado-nai vem a vitória.