Ketuvim — leitura cabalística
משלי
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
כִּֽי־תֵ֭שֵׁב לִלְח֣וֹם אֶת־מוֹשֵׁ֑ל בִּ֥ין תָּ֝בִ֗ין אֶת־אֲשֶׁ֥ר לְפָנֶֽיךָ׃
Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que se te pôs diante,
וְשַׂמְתָּ֣ שַׂכִּ֣ין בְּלֹעֶ֑ךָ אִם־בַּ֖עַל נֶ֣פֶשׁ אָֽתָּה׃
E põe uma faca à tua garganta, se és homem de grande apetite.
אַל־תִּ֭תְאָו לְמַטְעַמּוֹתָ֑יו וְ֝ה֗וּא לֶ֣חֶם כְּזָבִֽים׃
Não cobices as suas iguarias gostosas, pois é comida enganadora.
אַל־תִּיגַ֥ע לְֽהַעֲשִׁ֑יר מִֽבִּינָתְךָ֥ חֲדָֽל׃
Não te fatigues para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria.
(התעוף) [הֲתָ֤עִיף]־עֵינֶ֥יךָ בּ֗וֹ וְֽאֵ֫ינֶ֥נּוּ כִּ֤י עָשֹׂ֣ה יַעֲשֶׂה־לּ֣וֹ כְנָפַ֑יִם כְּ֝נֶ֗שֶׁר (ועיף) [יָע֥וּף] הַשָּׁמָֽיִם׃ {פ}
Porventura fitarás os teus olhos naquilo que não é nada? Pois certamente se fará asas e voará ao céu como a águia.
אַל־תִּלְחַ֗ם אֶת־לֶ֭חֶם רַ֣ע עָ֑יִן וְאַל־תִּ֝תְאָ֗ו לְמַטְעַמֹּתָֽיו׃
Não comas o pão daquele que tem o olho maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas.
כִּ֤י ׀ כְּמ֥וֹ שָׁעַ֥ר בְּנַפְשׁ֗וֹ כֶּ֫ן־ה֥וּא אֱכ֣וֹל וּ֭שְׁתֵה יֹ֣אמַר לָ֑ךְ וְ֝לִבּ֗וֹ בַּל־עִמָּֽךְ׃
Pois, como imaginou em sua alma, assim ele é; Come e bebe, te dirá; mas o seu coração não estará contigo.
פִּֽתְּךָ־אָכַ֥לְתָּ תְקִיאֶ֑נָּה וְ֝שִׁחַ֗תָּ דְּבָרֶ֥יךָ הַנְּעִימִֽים׃
Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.
בְּאׇזְנֵ֣י כְ֭סִיל אַל־תְּדַבֵּ֑ר כִּי־יָ֝ב֗וּז לְשֵׂ֣כֶל מִלֶּֽיךָ׃
Não fales aos ouvidos do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
אַל־תַּ֭סֵּג גְּב֣וּל עוֹלָ֑ם וּבִשְׂדֵ֥י יְ֝תוֹמִ֗ים אַל־תָּבֹֽא׃
Não removas os limites antigos, nem entres nas herdades dos órfãos,
כִּֽי־גֹאֲלָ֥ם חָזָ֑ק הֽוּא־יָרִ֖יב אֶת־רִיבָ֣ם אִתָּֽךְ׃
Porque o seu redentor é forte; ele pleiteará a sua causa contra ti.
הָבִ֣יאָה לַמּוּסָ֣ר לִבֶּ֑ךָ וְ֝אׇזְנֶ֗ךָ לְאִמְרֵי־דָֽעַת׃
Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.
אַל־תִּמְנַ֣ע מִנַּ֣עַר מוּסָ֑ר כִּֽי־תַכֶּ֥נּוּ בַ֝שֵּׁ֗בֶט לֹ֣א יָמֽוּת׃
Não retires a disciplina da criança; quando a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.
אַ֭תָּה בַּשֵּׁ֣בֶט תַּכֶּ֑נּוּ וְ֝נַפְשׁ֗וֹ מִשְּׁא֥וֹל תַּצִּֽיל׃
Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do Sheol.
בְּ֭נִי אִם־חָכַ֣ם לִבֶּ֑ךָ יִשְׂמַ֖ח לִבִּ֣י גַם־אָֽנִי׃
Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio,
וְתַעְלֹ֥זְנָה כִלְיוֹתָ֑י בְּדַבֵּ֥ר שְׂ֝פָתֶ֗יךָ מֵישָׁרִֽים׃
E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas.
אַל־יְקַנֵּ֣א לִ֭בְּךָ בַּחַטָּאִ֑ים כִּ֥י אִם־בְּיִרְאַת־יְ֝הֹוָ֗ה כׇּל־הַיּֽוֹם׃
Não inveje o teu coração os pecadores, antes sê no temor de Ado-nai todo o dia.
כִּ֭י אִם־יֵ֣שׁ אַחֲרִ֑ית וְ֝תִקְוָתְךָ֗ לֹ֣א תִכָּרֵֽת׃
Pois deveras haverá uma recompensa, e a tua expectação não será frustrada.
שְׁמַע־אַתָּ֣ה בְנִ֣י וַחֲכָ֑ם וְאַשֵּׁ֖ר בַּדֶּ֣רֶךְ לִבֶּֽךָ׃
Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu coração.
אַל־תְּהִ֥י בְסֹֽבְאֵי־יָ֑יִן בְּזֹלְלֵ֖י בָשָׂ֣ר לָֽמוֹ׃
Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.
כִּֽי־סֹבֵ֣א וְ֭זוֹלֵל יִוָּרֵ֑שׁ וּ֝קְרָעִ֗ים תַּלְבִּ֥ישׁ נוּמָֽה׃
Pois o beberrão e o comilão empobrecerão, e a sonolência te vestirá de trapos.
שְׁמַ֣ע לְ֭אָבִיךָ זֶ֣ה יְלָדֶ֑ךָ וְאַל־תָּ֝ב֗וּז כִּֽי־זָקְנָ֥ה אִמֶּֽךָ׃
Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.
אֱמֶ֣ת קְ֭נֵה וְאַל־תִּמְכֹּ֑ר חׇכְמָ֖ה וּמוּסָ֣ר וּבִינָֽה׃
Compra a verdade, e não a vendas, e a sabedoria, e a instrução, e o entendimento.
(גול) [גִּ֣יל] יָ֭גִיל אֲבִ֣י צַדִּ֑יק (יולד) [וְיוֹלֵ֥ד] חָ֝כָ֗ם (וישמח) [יִשְׂמַח־]בּֽוֹ׃
Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio se alegrará nele.
יִֽשְׂמַח־אָבִ֥יךָ וְאִמֶּ֑ךָ וְ֝תָגֵ֗ל יוֹלַדְתֶּֽךָ׃
Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te deu à luz.
תְּנָה־בְנִ֣י לִבְּךָ֣ לִ֑י וְ֝עֵינֶ֗יךָ דְּרָכַ֥י (תרצנה) [תִּצֹּֽרְנָה]׃
Dá-me, filho meu, o teu coração, e atentem os teus olhos para os meus caminhos.
כִּֽי־שׁוּחָ֣ה עֲמֻקָּ֣ה זוֹנָ֑ה וּבְאֵ֥ר צָ֝רָ֗ה נׇכְרִיָּֽה׃
Pois cova profunda é a prostituta, e poço estreito a estranha.
אַף־הִ֭יא כְּחֶ֣תֶף תֶּאֱרֹ֑ב וּ֝בוֹגְדִ֗ים בְּאָדָ֥ם תּוֹסִֽף׃
Também ela, como um salteador, está à espreita, e multiplica entre os homens os perversos.
לְמִ֨י א֥וֹי לְמִ֪י אֲב֡וֹי לְמִ֤י (מדונים) [מִדְיָנִ֨ים ׀] לְמִ֥י שִׂ֗יחַ לְ֭מִי פְּצָעִ֣ים חִנָּ֑ם לְ֝מִ֗י חַכְלִל֥וּת עֵינָֽיִם׃
Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?
לַֽמְאַחֲרִ֥ים עַל־הַיָּ֑יִן לַ֝בָּאִ֗ים לַחְקֹ֥ר מִמְסָֽךְ׃
Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
אַל־תֵּ֥רֶא יַּיִן֮ כִּ֤י יִתְאַ֫דָּ֥ם כִּֽי־יִתֵּ֣ן (בכיס) [בַּכּ֣וֹס] עֵינ֑וֹ יִ֝תְהַלֵּ֗ךְ בְּמֵֽישָׁרִֽים׃
Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
אַ֭חֲרִיתוֹ כְּנָחָ֣שׁ יִשָּׁ֑ךְ וּֽכְצִפְעֹנִ֥י יַפְרִֽשׁ׃
No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.
עֵ֭ינֶיךָ יִרְא֣וּ זָר֑וֹת וְ֝לִבְּךָ֗ יְדַבֵּ֥ר תַּהְפֻּכֽוֹת׃
Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades.
וְ֭הָיִיתָ כְּשֹׁכֵ֣ב בְּלֶב־יָ֑ם וּ֝כְשֹׁכֵ֗ב בְּרֹ֣אשׁ חִבֵּֽל׃
E serás como o que dorme no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.
הִכּ֥וּנִי בַל־חָלִיתִי֮ הֲלָמ֗וּנִי בַּל־יָ֫דָ֥עְתִּי מָתַ֥י אָקִ֑יץ א֝וֹסִ֗יף אֲבַקְשֶׁ֥נּוּ עֽוֹד׃
E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Ainda tornarei a buscá-lo outra vez.