Ketuvim — leitura cabalística
משלי
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que se te pôs diante,
E põe uma faca à tua garganta, se és homem de grande apetite.
Não cobices as suas iguarias gostosas, pois é comida enganadora.
Não te fatigues para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria.
Porventura fitarás os teus olhos naquilo que não é nada? Pois certamente se fará asas e voará ao céu como a águia.
Não comas o pão daquele que tem o olho maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas.
Pois, como imaginou em sua alma, assim ele é; Come e bebe, te dirá; mas o seu coração não estará contigo.
Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.
Não fales aos ouvidos do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
Não removas os limites antigos, nem entres nas herdades dos órfãos,
Porque o seu redentor é forte; ele pleiteará a sua causa contra ti.
Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.
Não retires a disciplina da criança; quando a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.
Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do Sheol.
Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio,
E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas.
Não inveje o teu coração os pecadores, antes sê no temor de Ado-nai todo o dia.
Pois deveras haverá uma recompensa, e a tua expectação não será frustrada.
Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu coração.
Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.
Pois o beberrão e o comilão empobrecerão, e a sonolência te vestirá de trapos.
Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.
Compra a verdade, e não a vendas, e a sabedoria, e a instrução, e o entendimento.
Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio se alegrará nele.
Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te deu à luz.
Dá-me, filho meu, o teu coração, e atentem os teus olhos para os meus caminhos.
Pois cova profunda é a prostituta, e poço estreito a estranha.
Também ela, como um salteador, está à espreita, e multiplica entre os homens os perversos.
Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?
Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.
Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades.
E serás como o que dorme no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.
E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Ainda tornarei a buscá-lo outra vez.