Ketuvim — leitura cabalística
משלי
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos.
Guarda os meus mandamentos, e vive; e a minha lei, como as meninas dos teus olhos.
Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama tua parenta;
Para te guardarem da mulher estranha, da estrangeira, que lisonjeia com as suas palavras.
Pois da janela da minha casa, por minhas grades estava olhando;
Vi entre os símplices, descobri entre os jovens, um mancebo falto de juízo,
Que passava pela rua junto à esquina dela, e seguia o caminho da sua casa,
No crepúsculo, à tarde do dia, na escuridão e nas trevas da noite;
E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro, com vestes de prostituta, e astuta de coração.
Esta era buliçosa e obstinada; em sua casa não paravam os seus pés.
Já estava fora, já pelas ruas, espreitando em todos os cantos.
Pegou-o, e o beijou; e com semblante atrevido lhe disse:
Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos.
Por isso saí ao encontro a buscar diligentemente o teu rosto, e te achei.
Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas com linho fino do Egito.
Perfumei o meu leito com mirra, aloés, e cinamomo.
Vem, embriaguemo-nos de amor até pela manhã; alegremo-nos de amores.
Pois meu marido não está em casa; foi fazer uma longa jornada.
Um saquitel de dinheiro levou consigo; ao dia determinado virá a sua casa.
Aliciou-o com a multidão das suas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o seduziu.
Segue-a logo, como o boi vai ao matadouro; e como o louco ao castigo das prisões;
Até que a flecha lhe atravesse o fígado; como o pássaro que se apressa para o laço, sem saber que está armado contra a sua vida.
Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca.
Não se desvie para os seus caminhos o teu coração, e não andes perdido nas suas veredas.
Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por ela foram mortos.
Caminho do Sheol é a sua casa, que desce às câmaras da morte.