Toráh — leitura cabalística
דברים
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Depois viramos, e partimos para o deserto, caminho do Mar Vermelho, como Ado-nai me tinha dito, e muitos dias rodeamos a montanha de Seir.
Então Ado-nai me falou, dizendo:
Assaz tendes rodeado esta montanha; virai-vos para o norte.
E dá ordem ao povo, dizendo: Passareis pelos termos de vossos irmãos, os filhos de Esav, que habitam em Seir; e eles terão medo de vós; porém guardai-vos bem.
Não vos entremetais com eles, porque vos não darei da sua terra, nem ainda a pisada da planta de um pé; porquanto a Esav tenho dado a montanha de Seir por herança.
Comprareis deles por dinheiro comida para comerdes, e também água para beberdes deles comprareis por dinheiro.
Pois Ado-nai teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto; estes quarenta anos Ado-nai teu Deus esteve contigo; coisa nenhuma te faltou.
Passando, pois, por nossos irmãos, os filhos de Esav, que habitavam em Seir, desde o caminho da planície de Eilat e de Etzion-Guever, viramos, e seguimos o caminho do deserto de Moav.
Então Ado-nai me disse: Não molestes a Moav, e não contendas com eles em peleja; porque te não darei herança da sua terra, porquanto tenho dado Ar aos filhos de Lot por herança.
(Os emins dantes habitavam nela, povo grande, e numeroso, e alto como os gigantes;
Também eles foram considerados gigantes como os anakitas; e os moabitas os chamavam emins.
Também os horeus dantes habitavam em Seir; porém os filhos de Esav os lançaram fora, e os destruíram de diante de si, e habitaram no seu lugar, como Israel fez à terra da sua herança, que Ado-nai lhes tinha dado.)
Levantai-vos agora, e passai o ribeiro de Zered; assim passamos o ribeiro de Zered.
E os dias que caminhamos, desde Kadesh-Barnea até passarmos o ribeiro de Zered, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como Ado-nai lhes jurara.
Assim também foi contra eles a mão de Ado-nai, para os destruir do meio do arraial até os ter consumido.
E sucedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela morte, do meio do povo.
Ado-nai me falou, dizendo:
Hoje passarás por Ar, o termo de Moav.
E chegarás até defronte dos filhos de Amon; não os molestes, e com eles não contendas; porque da terra dos filhos de Amon te não darei herança, porquanto aos filhos de Lot a tenho dado por herança.
(Também esta foi considerada terra de gigantes; antes os gigantes habitavam nela, e os amonitas os chamavam zanzumins;
Povo grande, e numeroso, e alto como os gigantes; e Ado-nai os destruiu diante deles, e estes os lançaram fora, e habitaram no seu lugar.
Como fez com os filhos de Esav, que habitavam em Seir, de diante dos quais destruiu os horeus; e os filhos de Esav, lançando-os fora, habitaram em seu lugar até este dia.
Também os avitas, que habitavam em Chatzerim até Aza, os caftorins, que saíram de Caftor, os destruíram, e habitaram em seu lugar.)
Levantai-vos, parti, e passai o ribeiro de Arnon; eis aqui na tua mão tenho dado a Sichon, amorreu, rei de Cheshbon, e a sua terra; começa, pois, a possuí-la, e contende com ele em peleja.
Neste dia começarei a pôr o terror e o medo de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu; os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão.
Então mandei mensageiros desde o deserto de Kedemot a Sichon, rei de Cheshbon, com palavras de paz, dizendo:
Deixa-me passar pela tua terra; somente pela estrada irei; não me desviarei para a direita nem para a esquerda.
A comida me venderás por dinheiro, para que coma, e a água me darás por dinheiro, para que beba; tão somente deixa-me passar a pé.
Como fizeram comigo os filhos de Esav, que habitam em Seir, e os moabitas, que habitam em Ar; até que eu passe o Yarden, à terra que Ado-nai nosso Deus nos há de dar.
Mas Sichon, rei de Cheshbon, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto Ado-nai teu Deus tinha endurecido o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração, para entregá-lo na tua mão, como neste dia se vê.
E Ado-nai me disse: Eis aqui, tenho começado a dar-te Sichon e a sua terra diante de ti; começa, pois, a possuir, para herdares a sua terra.
E Sichon saiu-nos ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja em Yahatz.
E Ado-nai nosso Deus no-lo entregou; e o ferimos, a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo.
E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e destruímos todas as cidades, homens, e mulheres, e crianças; não deixamos nenhum sobrevivente.
Somente tomamos por presa o gado para nós, e o despojo das cidades que tínhamos tomado.
Desde Aroer, que está à borda do ribeiro de Arnon, e a cidade que está junto ao ribeiro, até Guilad, nenhuma cidade houve que fosse alta demais para nós; tudo isto Ado-nai nosso Deus nos entregou diante de nós.
Somente à terra dos filhos de Amon não chegaste, nem a toda a borda do ribeiro de Yabok, nem às cidades da montanha, nem a coisa alguma que nos proibira Ado-nai nosso Deus.