Ketuvim — leitura cabalística
עזרא
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Ouvindo, pois, os adversários de Yehudah e Binyamin que os filhos do cativeiro edificavam o templo a Ado-nai, Deus de Israel,
Chegaram-se a Zerubavel e aos chefes dos pais, e disseram-lhes: Deixai-nos edificar convosco, porque assim como vós buscaremos o vosso Deus, como também já lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Chadon, rei da Assíria, que nos fez subir aqui.
Porém Zerubavel, e Yeshua, e os outros chefes dos pais de Israel lhes disseram: Não convém que juntamente conosco edifiqueis casa a nosso Deus, mas nós sós a edificaremos a Ado-nai, Deus de Israel, como nos ordenou o rei Koresh, rei da Pérsia.
Todavia o povo da terra debilitava as mãos do povo de Yehudah, e os inquietava no edificar.
E alugaram contra eles conselheiros para frustrarem o seu plano, todos os dias de Koresh, rei da Pérsia, até ao reinado de Daryavesh, rei da Pérsia.
E sob o reinado de Achashverosh, no princípio do seu reinado, escreveram uma acusação contra os habitantes de Yehudah e de Yerushalayim.
E nos dias de Artachshasta escreveu Bishlam, Mitredat, Tavel e os outros seus companheiros a Artachshasta, rei da Pérsia, e a carta estava escrita em caracteres aramaicos, e traduzida em aramaico.
Rechum, o chanceler, e Shimshai, o escrivão, escreveram uma carta contra Yerushalayim, ao rei Artachshasta, do teor seguinte:
Então escreveram Rechum, o chanceler, e Shimshai, o escrivão, e os outros seus companheiros, os dinaítas e afarsataítas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, elamitas,
E os outros povos que o grande e afamado Asnapar transportou, e que ele fez habitar nas cidades de Shomron, e os outros que estão na província dalém do rio. Ora,
Esta é a cópia da carta que enviaram ao rei Artachshasta: Teus servos, os homens dalém do rio, e em tal tempo.
Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Yerushalayim, e edificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos.
Agora saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos, e os impostos, e assim se danificará a fazenda dos reis.
Agora, pois, como recebemos salário do palácio, não nos convém ver a desonra do rei, por isso mandamos avisar ao rei,
Para que se busque no livro das crônicas de teus pais, e acharás no livro das crônicas, e saberás que aquela cidade foi cidade rebelde, e danosa aos reis e às províncias, e que nela houve rebelião em tempos antigos, pelo que foi destruída aquela cidade.
Nós, pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, sucederá que não terás porção alguma desta banda do rio.
O rei enviou esta resposta a Rechum, o chanceler, e a Shimshai, o escrivão, e aos outros seus companheiros que habitavam em Shomron, como também aos outros dalém do rio: Paz, e em tal tempo.
A carta que nos enviastes foi distintamente lida diante de mim.
E ordenando-o eu, buscaram, e acharam que de tempos antigos aquela cidade se levantou contra os reis, e nela se tem feito rebelião e sedição.
Também houve reis poderosos sobre Yerushalayim, que dominaram sobre tudo quanto há dalém do rio, e se lhes pagaram direitos, e tributos, e rendas.
Agora, pois, mandai que aqueles homens cessem, para que não se edifique aquela cidade, até que se publique uma ordem por mim.
E guardai-vos de cometerdes erro nisto; por que cresceria o dano para prejuízo dos reis?
Então, depois que a cópia da carta do rei Artachshasta se leu perante Rechum, e Shimshai, o escrivão, e seus companheiros, apressadamente foram eles a Yerushalayim, aos judeus, e os impediram à força de braço e com violência.
Então cessou a obra da casa de Deus, que estava em Yerushalayim, e cessou até ao segundo ano do reinado de Daryavesh, rei da Pérsia.