Toráh — leitura cabalística
בראשית
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Depois deu ordem ao mordomo da sua casa, dizendo: Enchei os sacos desses homens de mantimento, quanto puderem levar, e metei o dinheiro de cada um na boca do seu saco.
E no saco do mais novo metei a minha taça de prata, juntamente com o dinheiro do mantimento. E fez como José lhe dissera.
Ao amanhecer, os homens foram despedidos com os seus jumentos.
Acabavam de sair da cidade e ainda não tinham ido longe, quando José disse ao mordomo da sua casa: Levanta-te, segue esses homens; e, alcançando-os, dize-lhes: Porque pagastes mal por bem?
Não é esta a taça de que bebe o meu senhor e com que ele adivinha? Mal fizestes nisto!
Alcançou-os e lhes falou estas palavras.
Responderam-lhe eles: Porque diz o meu senhor tais coisas? Longe estejam os teus servos de fazer coisa semelhante!
Eis que te tornamos a trazer da terra de Canaã o dinheiro que achamos nas bocas dos nossos sacos; como, pois, roubaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro!
Aquele de entre os teus servos em cuja posse for achada, morra; e nós outros seremos escravos do meu senhor.
Ele respondeu: Embora seja justo o que propõeis, só aquele em cuja posse for achada será meu escravo; e vós outros tereis ida em paz.
Então cada um se apressou em baixar o seu saco ao chão, e cada um abriu o seu saco.
Ele examinou, começando pelo mais velho e acabando no mais novo; e achou-se a taça no saco de Benjamim.
Então rasgaram as suas vestes. Cada um recarregou o seu jumento, e tornaram à cidade.
Quando Judá e seus irmãos tornaram à casa de José, que ainda estava ali, lançaram-se por terra diante dele.
José lhes disse: Que feito é este que fizestes? Não sabeis que homem como eu é hábil em adivinhar?
Respondeu Judá: Que diremos ao meu senhor? Que falaremos, ou como nos justificaremos? Deus descobriu a iniquidade dos teus servos. Eis-nos aqui escravos do meu senhor, nós e aquele em cuja mão foi achada a taça.
Mas ele respondeu: Longe de mim tal facção! O homem em cuja mão foi achada a taça será meu escravo; quanto a vós, ide em paz para vosso pai.
Então Judá chegou-se a ele e disse: Ó senhor meu, deixa, peço-te, que o teu servo fale uma palavra aos ouvidos do meu senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo; pois tu és como Faraó.
Meu senhor perguntou aos seus servos: Tendes pai ou irmão?
Respondemos ao meu senhor: Temos um pai ancião, e um menino da sua velhice, o mais novo; já o seu irmão uterino é morto, ficando ele só de sua mãe, e seu pai o estima muito.
Então disseste aos teus servos: Trazei-mo aqui, para que eu o veja com os meus olhos.
Respondemos ao meu senhor: O rapaz não pode deixar seu pai; se o deixasse, seu pai morreria.
Mas tu disseste aos teus servos: Se não descer convosco o vosso irmão mais novo, não me mostreis mais o rosto.
Quando tornamos ao teu servo nosso pai, contamos-lhe as palavras do meu senhor.
Depois nosso pai nos disse: Voltai e comprai-nos um pouco de mantimento.
Respondemos-lhe: Não podemos descer; só se for nosso irmão mais novo conosco desceremos, porque não podemos ver o homem, se não for nosso irmão mais novo conosco.
Teu servo nosso pai nos disse: Sabeis que minha mulher me deu dois filhos;
mas um saiu de mim, e eu disse: Certamente foi dilacerado por uma fera! E desde então não mais o vi.
Se também deste me tirardes, e lhe suceder algum mal, fareis descer as minhas cãs com tristeza até à Seol.
Pois se eu agora for ao teu servo meu pai, e o rapaz não for conosco — pois a sua alma está ligada com a dele —,
quando vir que o rapaz não está conosco, morrerá; e os teus servos farão descender as cãs brancas do teu servo nosso pai com tristeza até à Seol.
Porque o teu servo se deu por fiador pelo rapaz para com meu pai, dizendo: Se não to tornar a trazer, ficarei culpado para com meu pai para sempre.
Portanto, peço-te que o teu servo fique por escravo do meu senhor em lugar do rapaz, e que o rapaz suba com seus irmãos.
Porque como subirei eu a meu pai, se o rapaz não for comigo? Para que eu não veja o mal que sobrevirá a meu pai!