Neviim — leitura cabalística
ישעיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Quem é este que vem de Edom, de Botzrá, com vestidos tintos? Este que é glorioso em sua vestidura, que marcha na grandeza da sua força? Eu, o que falo em justiça, poderoso para salvar.
Por que está vermelha a tua vestidura, e as tuas vestes como aquele que pisa no lagar?
Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei todo o meu vestuário.
Porque o dia da vingança estava no meu coração; e o ano dos meus remidos é chegado.
E olhei, e não havia quem me ajudasse; e admirei-me de não haver quem me sustivesse, pelo que o meu próprio braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve.
E atropelei os povos na minha ira, e os embebedei no meu furor, e a sua força derrubei por terra.
Eu farei menção das beneficências de Ado-nai, e dos muitos louvores de Ado-nai, conforme tudo quanto ele nos concedeu, e da grande bondade para com a casa de Israel, que usou com eles segundo as suas misericórdias, e segundo a multidão das suas beneficências.
Porque dizia: Certamente eles são meu povo, filhos que não mentirão, assim foi o seu Salvador.
Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o anjo da sua face os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.
Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles.
Todavia se lembrou dos dias da antiguidade, de Moshê, e do seu povo, dizendo: Onde está agora o que os fez subir do mar com os pastores do seu rebanho? Onde está o que pôs no meio deles o seu Espírito Santo?
Aquele cujo braço glorioso ele fez andar à mão direita de Moshê, que fendeu as águas diante deles, para fazer para si um nome eterno?
Aquele que os guiou pelos abismos, como o cavalo no deserto, de modo que nunca tropeçaram?
Como o animal que desce aos vales, o Espírito de Ado-nai lhes deu descanso; assim guiaste o teu povo, para te fazeres um nome glorioso.
Atenta dos céus, e olha desde a tua santa e gloriosa habitação. Onde estão o teu zelo e as tuas obras valorosas? A comoção das tuas entranhas, e das tuas misericórdias, se retém para comigo.
Mas tu és nosso Pai, ainda que Avraham não nos conhece, e Israel não nos reconhece, tu, ó Ado-nai, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome.
Por que nos fizeste desviar, ó Ado-nai, dos teus caminhos? Por que endureceste o nosso coração para que te não temamos? Volta, por amor dos teus servos, às tribos da tua herança.
Só por um pouco de tempo o teu santo povo a possuiu; nossos adversários pisaram o teu santuário.
Somos feitos como aqueles sobre quem tu nunca dominaste, e como os que nunca se chamaram pelo teu nome. Oh! Se fendesses os céus, e descesses! Os montes se escoassem da tua presença!