Neviim — leitura cabalística
ישעיה
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Como quando o fogo abrasador derrete os metais, e o fogo faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que à tua presença tremam as nações.
Quando fizeste coisas terríveis, que nunca esperávamos, desceste, e os montes se escoaram diante da tua presença.
Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que opera a favor daquele que o espera.
Saíste ao encontro daquele que se alegrava em praticar justiça, dos que se lembravam de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; neles há eternidade, e seremos salvos.
Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas como um vento nos arrebatam.
E já não há quem invoque o teu nome, que se desperte, e te detenha; porque escondeste de nós o teu rosto, e nos fizeste consumir, por causa das nossas iniquidades.
Mas agora, ó Ado-nai, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu és o nosso oleiro; e todos nós somos obra das tuas mãos.
Não te ires tanto, ó Ado-nai, nem perpetuamente te lembres da iniquidade; eis, olha, pois, nós todos somos o teu povo.
As tuas santas cidades estão feitas um deserto; Tzion está feita um deserto, Jerusalém está assolada.
A casa do nosso santuário e da nossa glória, em que te louvavam nossos pais, foi queimada a fogo; e todas as nossas coisas mais preciosas se tornaram em assolação.
Conter-te-ias tu ainda sobre estas calamidades, ó Ado-nai? Ficarias calado, e nos afligirias tanto?