Ketuvim — leitura cabalística
איוב
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Depois disto Ado-nai respondeu a Iyov dum redemoinho, e disse:
Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
Agora cinge os teus lombos como homem; eu te perguntarei a ti, e tu me ensinarás a mim.
Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens entendimento.
Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
Sobre que estão fundadas as suas bases? Ou quem assentou a sua pedra de esquina,
Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?
Ou quem encerrou o mar com portas, quando ele irrompeu, e saiu da madre,
Quando eu pus as nuvens por sua veste, e a escuridão por sua faixa?
Quando passei sobre ele o meu decreto, e lhe pus portas e ferrolhos,
E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrarão as tuas ondas empoladas?
Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada? Ou ensinaste à alva o seu lugar,
Para que pegasse das pontas da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela.
E mudou-se como o barro sob o selo, e ficaram colocados como vestidos.
E dos ímpios é desviada a sua luz, e o braço altivo se quebrantará.
Ou entraste tu até às origens do mar? Ou passeaste no mais profundo do abismo?
Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte?
Ou com o teu entendimento chegaste às larguras da terra? Faze-mo saber, se sabes tudo isto.
Onde está o caminho para onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar?
Para que as tragas aos seus limites, e para que saibas as veredas para a sua casa.
Tu o sabes, porque já então eras nascido, e por ser grande o número dos teus dias!
Ou entraste tu até aos tesouros da neve? E viste os tesouros da saraiva,
Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha o vento oriental sobre a terra?
Quem fende para a inundação um leito, e um caminho para os relâmpagos dos trovões;
Para fazer cair a chuva na terra, onde não há ninguém, e no deserto, em que não há gente;
Para fartar a terra deserta e assolada, e para fazer crescer os renovos da erva?
Porventura tem a chuva pai? Ou quem gera as gotas do orvalho,
Do ventre de quem procede o gelo? E quem gera a geada do céu?
Como debaixo de pedra as águas se escondem, e a superfície do abismo se torna dura.
Ou poderás tu ajuntar as cadeias do Sete-estrelo, ou soltar os atilhos do Órion?
Ou produzir as constelações a seu tempo? E guiar a Ursa com seus filhos?
Sabes tu as ordenanças dos céus? Ou podes estabelecer o seu domínio sobre a terra?
Ou podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
Ou ordenarás aos raios, para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?
Quem pôs sabedoria nas escondidas partes? Ou quem deu inteligência ao coração?
Quem com sabedoria contará as nuvens? E os odres dos céus, quem os fará inclinar,
Quando se funde o pó numa massa, e se apegam os torrões uns aos outros?
Porventura caçarás presa para o leão? Ou fartarás a fome dos filhos dos leões,
Quando se agacham nos covis, e estão à espreita nas covas?
Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhinhos gritam a Deus e andam vagueando, porque não têm o que comer?