Ketuvim — leitura cabalística
איוב
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Respondeu mais Ado-nai a Iyov, e disse:
Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é instruí-lo? Quem repreende a Deus, responda a isto.
Então Iyov respondeu a Ado-nai, e disse:
Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho sobre a minha boca.
Uma vez tenho falado, e não replicarei, ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.
Então Ado-nai respondeu a Iyov desde a tempestade, e disse:
Ora, cinge os teus lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me ensinarás.
Porventura também farás tu vão o meu juízo? Ou tu me condenarás, para te justificares?
Tens tu braço como Deus? Ou podes trovejar com voz como ele faz?
Orna-te, pois, de excelência e alteza, e veste-te de majestade e de glória.
Derrama os furores da tua ira, e atenta para todo o soberbo, e abate-o.
Olha para todo o soberbo, e humilha-o, e atropela os ímpios em seu lugar.
Esconde-os juntamente no pó, ata-lhes os rostos em oculto.
Então também eu te confessarei que a tua mão direita te poderá salvar.
Contempla agora ao Beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi.
Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre.
Quando quer, move a sua cauda como cedro, os nervos das suas coxas estão entretecidos.
Os seus ossos são como tubos de bronze, a sua ossada é como barras de ferro.
Ele é obra prima dos caminhos de Deus, o que o fez lhe apresentou a sua espada.
Em verdade os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam.
Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo dos canaviais e da lama.
As árvores sombrias o cobrem com a sua sombra, os salgueiros do ribeiro o cercam.
Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Yarden chegasse à sua boca.
Poderá alguém apanhá-lo quando o vê? Ou com laços lhe furará o nariz?
Poderás tirar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com a corda?
Podes pôr um anel no seu nariz, ou com um gancho furar a sua queixada?
Porventura multiplicará ele rogos para contigo? Ou brandamente falará contigo?
Fará ele aliança contigo? Ou tomá-lo-ás tu por servo para sempre?
Brincarás com ele, como com um passarinho, ou o atarás para tuas meninas?
Os teus companheiros farão dele um banquete? Ou os repartirão entre os negociantes?
Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça com farpas de pescadores?
Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais o intentarás.