Ketuvim — leitura cabalística
איוב
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Então respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
Se intentarmos falar contigo te será molesto? Mas quem poderia conter as palavras?
Eis que ensinaste a muitos, e esforçaste as mãos fracas.
As tuas palavras levantaram aos que tropeçavam, e os joelhos desfalecentes fortificaste.
Mas agora a ti te vem, e te enfadas, e tocando-te a ti, te perturbas.
Porventura não é o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a sinceridade do teu caminho?
Lembra-te agora qual é o inocente que jamais perecesse? E onde foram os sinceros destruídos?
Como eu tenho visto, os que lavram iniquidade, e semeiam trabalho, segam o mesmo.
Com o bafo de Deus perecem, e com o assopro da sua ira se consomem.
O rugido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
Perece o leão velho, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
Uma palavra se me disse em segredo, e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
Entre pensamentos das visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo,
Sobreveio-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
Então um espírito passou por diante de mim, fez-me arrepiar os cabelos da minha carne,
Parou ele, mas não conheci a sua feição, um vulto estava diante dos meus olhos, e ouvi uma voz, e um sussurro suave:
Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria o homem mais puro do que o seu Criador?
Eis que nos seus servos não confiaria, e aos seus anjos imputaria loucura.
Quanto menos naqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó! Eles são esmagados como a traça.
Desde a manhã até à tarde são despedaçados, e eternamente perecem sem que disso se faça caso.
Porventura se não passa com eles a sua excelência? Morrem, porém sem sabedoria.