Ketuvim — leitura cabalística
משלי
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Como a neve no verão, e como a chuva na sega, assim não convém ao tolo a honra.
Como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá.
O açoite é para o cavalo, o freio para o jumento, e a vara para as costas dos tolos.
Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.
Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.
Os pés corta, e o dano bebe, quem manda mensagens pela mão de um tolo.
Como ao coxo o uso da perna, assim é o provérbio na boca dos tolos.
Como o que ata a pedra na funda, assim é aquele que dá honra ao tolo.
Como o espinho na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.
Os grandes molestam a todos, e alugam os tolos e transgressores.
Como o cão que volta ao seu vômito, assim é o tolo que reitera a sua estultícia.
Tens visto a um homem que é sábio aos seus próprios olhos? Maior esperança há para o tolo do que para ele.
Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho, um leão está nas ruas.
Como a porta se revolve no seu gonzo, assim o preguiçoso na sua cama.
O preguiçoso esconde a sua mão no seio, e enfada-se de leva-la à sua boca.
Mais sábio é o preguiçoso aos seus olhos do que sete homens que sabem responder bem.
O que se entremete em questão alheia é como aquele que toma um cão pelas orelhas.
Como o louco que lança de si faíscas, flechas, e mortandades,
Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Não o fazia eu por brincar?
Sem lenha, o fogo se apagará, e não havendo intrigante, cessará a contenda.
Como o carvão é para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.
As palavras do murmurador são como doces bocados, e descem ao íntimo do ventre.
Como o caco coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes com o coração maligno.
Aquele que aborrece dissimula com os seus lábios, mas no seu interior encobre o engano.
Quando te suplicar com a sua voz, não te fies nele, pois sete abominações há no seu coração.
Cujo ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá na congregação.
O que cava uma cova nela cairá, e o que revolve a pedra, esta cairá sobre ele.
A língua falsa odeia os que ela aflige, e a boca lisonjeira opera a ruína.