Ketuvim — leitura cabalística
משלי
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
בְּ֭נִי לְחׇכְמָתִ֣י הַקְשִׁ֑יבָה לִ֝תְבוּנָתִ֗י הַט־אׇזְנֶֽךָ׃
Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha inteligência inclina o teu ouvido;
לִשְׁמֹ֥ר מְזִמּ֑וֹת וְ֝דַ֗עַת שְׂפָתֶ֥יךָ יִנְצֹֽרוּ׃
Para que conserves o bom siso, e os teus lábios guardem o conhecimento.
כִּ֤י נֹ֣פֶת תִּ֭טֹּפְנָה שִׂפְתֵ֣י זָרָ֑ה וְחָלָ֖ק מִשֶּׁ֣מֶן חִכָּֽהּ׃
Pois os lábios da estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite.
וְֽ֭אַחֲרִיתָהּ מָרָ֣ה כַֽלַּעֲנָ֑ה חַ֝דָּ֗ה כְּחֶ֣רֶב פִּיּֽוֹת׃
Porém o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios.
רַ֭גְלֶיהָ יֹרְד֣וֹת מָ֑וֶת שְׁ֝א֗וֹל צְעָדֶ֥יהָ יִתְמֹֽכוּ׃
Os seus pés descem à morte; os seus passos pegam no Sheol.
אֹ֣רַח חַ֭יִּים פֶּן־תְּפַלֵּ֑ס נָע֥וּ מַ֝עְגְּלֹתֶ֗יהָ לֹ֣א תֵדָֽע׃ {פ}
Para que não ponderes a vereda da vida, os seus caminhos são variáveis; não saberás onde vão.
וְעַתָּ֣ה בָ֭נִים שִׁמְעוּ־לִ֑י וְאַל־תָּ֝ס֗וּרוּ מֵאִמְרֵי־פִֽי׃
Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca.
הַרְחֵ֣ק מֵעָלֶ֣יהָ דַרְכֶּ֑ךָ וְאַל־תִּ֝קְרַ֗ב אֶל־פֶּ֥תַח בֵּיתָֽהּ׃
Alonga dela o teu caminho, e não te aproximes da porta da sua casa;
פֶּן־תִּתֵּ֣ן לַאֲחֵרִ֣ים הוֹדֶ֑ךָ וּ֝שְׁנֹתֶ֗יךָ לְאַכְזָרִֽי׃
Para que não dês a outros a tua honra, nem os teus anos a cruéis.
פֶּֽן־יִשְׂבְּע֣וּ זָרִ֣ים כֹּחֶ֑ךָ וַ֝עֲצָבֶ֗יךָ בְּבֵ֣ית נׇכְרִֽי׃
Para que não se fartem os estranhos do teu poder, e todos os teus afãs entrem em casa de um estrangeiro.
וְנָהַמְתָּ֥ בְאַחֲרִיתֶ֑ךָ בִּכְל֥וֹת בְּ֝שָׂרְךָ֗ וּשְׁאֵרֶֽךָ׃
E gemas no teu fim, quando se consumir a tua carne e o teu corpo.
וְֽאָמַרְתָּ֗ אֵ֭יךְ שָׂנֵ֣אתִי מוּסָ֑ר וְ֝תוֹכַ֗חַת נָאַ֥ץ לִבִּֽי׃
E digas: Como aborreci a correção! E desprezou o meu coração a repreensão!
וְֽלֹא־שָׁ֭מַעְתִּי בְּק֣וֹל מוֹרָ֑י וְ֝לִֽמְלַמְּדַ֗י לֹא־הִטִּ֥יתִי אׇזְנִֽי׃
E não escutei a voz dos meus ensinadores, nem a meus mestres inclinei o meu ouvido!
כִּ֭מְעַט הָיִ֣יתִי בְכׇל־רָ֑ע בְּת֖וֹךְ קָהָ֣ל וְעֵדָֽה׃
Quase que em todo o mal me achei no meio da congregação e do ajuntamento.
שְׁתֵה־מַ֥יִם מִבּוֹרֶ֑ךָ וְ֝נֹזְלִ֗ים מִתּ֥וֹךְ בְּאֵרֶֽךָ׃
Bebe a água da tua cisterna, e as correntes do teu poço.
יָפ֣וּצוּ מַעְיְנֹתֶ֣יךָ ח֑וּצָה בָּ֝רְחֹב֗וֹת פַּלְגֵי־מָֽיִם׃
Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e pelas ruas os ribeiros de águas?
יִֽהְיוּ־לְךָ֥ לְבַדֶּ֑ךָ וְאֵ֖ין לְזָרִ֣ים אִתָּֽךְ׃
Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo.
יְהִֽי־מְקוֹרְךָ֥ בָר֑וּךְ וּ֝שְׂמַ֗ח מֵאֵ֥שֶׁת נְעוּרֶֽךָ׃
Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.
אַיֶּ֥לֶת אֲהָבִ֗ים וְֽיַ֫עֲלַת־חֵ֥ן דַּ֭דֶּיהָ יְרַוֻּ֣ךָ בְכׇל־עֵ֑ת בְּ֝אַהֲבָתָ֗הּ תִּשְׁגֶּ֥ה תָמִֽיד׃
Como cerva amorosa, e gazela graciosa, saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente.
וְלָ֤מָּה תִשְׁגֶּ֣ה בְנִ֣י בְזָרָ֑ה וּ֝תְחַבֵּ֗ק חֵ֣ק נׇכְרִיָּֽה׃
E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha, e abraçarias o seio da estrangeira?
כִּ֤י נֹ֨כַח ׀ עֵינֵ֣י יְ֭הֹוָה דַּרְכֵי־אִ֑ישׁ וְֽכׇל־מַעְגְּלֹתָ֥יו מְפַלֵּֽס׃
Pois os caminhos do homem estão perante os olhos de Ado-nai, e ele pondera todas as suas veredas.
עֲֽווֹנֹתָ֗יו יִלְכְּדֻנ֥וֹ אֶת־הָרָשָׁ֑ע וּבְחַבְלֵ֥י חַ֝טָּאת֗וֹ יִתָּמֵֽךְ׃
Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.
ה֗וּא יָ֭מוּת בְּאֵ֣ין מוּסָ֑ר וּבְרֹ֖ב אִוַּלְתּ֣וֹ יִשְׁגֶּֽה׃ {פ}
Ele morrerá, porque sem correção andou, e pelo excesso da sua loucura andará errado.