Ketuvim — leitura cabalística
תהלים
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
Ao mestre de canto, Yedutun. Salmo de David.
Eu disse: Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua; refrearei a minha boca com um freio, enquanto estiver diante de mim o ímpio.
Com silêncio fiquei mudo; calava-me mesmo acerca do bem, e a minha dor se agravou.
Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua.
Faze-me conhecer, Ado-nai, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu saiba quão frágil sou.
Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade que todo o homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. Sela.
Ora o homem anda numa vã aparência; ora se inquieta em vão; amontoa riquezas, e não sabe quem as levará.
Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.
Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos.
Emudeci, não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.
Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.
Quando castigas o homem por causa da iniquidade, fazes com que a sua beleza se consuma como a traça; assim todo o homem é vaidade. Sela.
Ouve, Ado-nai, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou estranho para contigo e peregrino, como o foram todos os meus pais.
Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais.