Ketuvim — leitura cabalística
רות
Texto massorético (hebraico com nikud) e coluna de tradução via acervo público do Sefaria.
E tinha Naomi um parente de seu marido, homem valente e poderoso, da geração de Elimelech, e era o seu nome Boaz.
E Rut, a moabita, disse a Naomi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas após aquele em cujos olhos eu achar graça. E ela lhe disse: Vai, minha filha.
Foi, pois, e chegou, e apanhava espigas no campo após os segadores, e caiu-lhe em sorte uma parte do campo de Boaz, que era da geração de Elimelech.
E eis que Boaz veio de Bet Lechem, e disse aos segadores: Ado-nai seja convosco. E disseram-lhe eles: Ado-nai te abençoe.
Depois disse Boaz a seu moço, que estava posto sobre os segadores: De quem é esta moça?
E respondeu o moço, que estava posto sobre os segadores, e disse: Esta é a moça moabita que voltou com Naomi dos campos de Moav.
Disse-me ela: Deixa-me colher espigas, e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores. Assim ela veio, e desde pela manhã está aqui até agora, a não ser um pouco que esteve sentada em casa.
Então disse Boaz a Rut: Não ouves, filha minha? Não vás colher a outro campo, nem tampouco passes daqui, porém aqui ficarás com as minhas moças.
Os teus olhos estarão atentos no campo que segarem, e irás após elas, não dei ordem aos moços, que te não toquem? Tendo tu sede, vai aos vasos, e bebe do que os moços tirarem.
Então ela caiu sobre o seu rosto, e se inclinou à terra, e disse-lhe: Por que achei graça em teus olhos, para fazeres caso de mim, sendo eu uma estrangeira?
E respondeu Boaz, e disse-lhe: Bem se me contou quanto fizeste à tua sogra, depois da morte de teu marido, e deixaste a teu pai e a tua mãe, e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que antes não conheceste.
Ado-nai galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão de Ado-nai, Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar.
E disse ela: Ache eu graça em teus olhos, senhor meu, pois me consolaste, e falaste ao coração da tua serva, não sendo eu nem ainda como uma das tuas criadas.
E, sendo já hora de comer, disse-lhe Boaz: Achega-te aqui, e come do pão, e molha o teu bocado no vinagre. E ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu do trigo tostado, e ela comeu, e se fartou, e ainda lhe sobejou.
E, levantando-se ela a apanhar, Boaz deu ordem aos seus moços, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher, e não a censureis.
Também tirai dos molhos para ela, e deixai-a, para que a apanhe, e não a repreendais.
E esteve apanhando naquele campo até à tarde, e debulhou o que apanhou, e foi quase um efa de cevada.
E tomou-a, e veio à cidade; e viu sua sogra o que tinha apanhado; também tirou, e deu-lhe o que lhe sobejara depois de fartar-se.
Então disse-lhe sua sogra: Onde apanhaste hoje, e onde trabalhaste? Bendito seja aquele que te reconheceu. E relatou à sua sogra com quem tinha trabalhado, e disse: O nome do homem com quem hoje trabalhei é Boaz.
Então Naomi disse à sua nora: Bendito seja de Ado-nai, que ainda não tem deixado a sua beneficência nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Naomi: Este homem é nosso parente chegado, e um dos nossos remidores.
E disse Rut, a moabita: Também ainda me disse: Com os meus moços te ajuntarás, até que tenham acabado toda a sega que tenho.
E disse Naomi a sua nora Rut: Bom é, filha minha, que saias com as suas moças, para que noutro campo não te encontrem.
Assim, ajuntou-se com as moças de Boaz, para apanhar até que a sega das cevadas e dos trigos se acabou, e ficou com a sua sogra.